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Caso Americanas: PF faz nova operação e mira suposta fraude de R$ 54 bi

Nova etapa da Operação Disclosure cumpre mandados no Rio e em São Paulo
Fachada de loja da Americanas com faixa vermelha e letreiro “Lojas Americanas”, entrada com escada e pessoas em frente, em imagem relacionada ao caso Americanas.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta quinta-feira, 25 de junho, a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga supostas fraudes contábeis ligadas à Americanas. A nova etapa mira um rombo estimado em cerca de R$ 54 bilhões.

Segundo a PF, os agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.

A nova fase aprofunda uma apuração que começou após o escândalo contábil revelado em 2023, quando a varejista informou um rombo bilionário em seus balanços.

O que a PF investiga no caso Americanas?

A PF investiga se suspeitos tinham conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas durante anos dentro da Americanas.

As apurações citam operações de risco sacado e contratos de verba de propaganda cooperada, conhecidos como VPC. Segundo a investigação, parte desses contratos teria sido registrada sem lastro econômico.

Na prática, o risco sacado envolve uma operação em que a varejista antecipa pagamentos a fornecedores por meio de bancos. Já a VPC costuma funcionar como incentivo comercial entre empresas e fornecedores.

No caso investigado, a suspeita é que esses mecanismos tenham sido usados para maquiar números da companhia.

Por que o valor chegou a R$ 54 bilhões?

A nova fase da Operação Disclosure trabalha com uma estimativa maior do que a divulgada na primeira etapa. Agora, as supostas fraudes chegam a aproximadamente R$ 54 bilhões.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de bens e valores em nome dos investigados até esse limite. A medida busca preservar recursos que podem ser relacionados ao caso, caso a Justiça confirme irregularidades ao fim do processo.

A PF aponta indícios de manipulação de mercado e associação criminosa. Até o momento, a investigação segue em andamento.

O que aconteceu na primeira fase da operação?

A primeira fase da Operação Disclosure ocorreu em junho de 2024. Na época, a PF cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão contra ex-diretores da empresa.

Também houve sequestro de bens e valores que somavam mais de R$ 500 milhões. Segundo a PF, a investigação contou com colaboração da atual diretoria da Americanas.

Naquele momento, o foco estava na antiga cúpula da companhia e nas suspeitas de fraudes ligadas ao risco sacado e à verba de propaganda cooperada.

Como está a recuperação judicial da Americanas?

Enquanto a investigação criminal avança, a empresa tenta virar a página da recuperação judicial. Em março de 2026, a Americanas pediu à Justiça o encerramento do processo.

O pedido veio após avanços no plano de recuperação, que incluiu a venda de ativos. Um dos principais movimentos foi a venda da UPI Uni.Co, unidade que controla as marcas Imaginarium e Puket, para a Fan Store Entretenimento, também conhecida como BandUP!.

Em abril de 2026, a Justiça do Rio de Janeiro manteve a venda, mesmo após questionamentos de uma empresa concorrente e de bancos credores. A juíza entendeu que a proposta desclassificada descumpriu regras do edital.

O que acontece agora?

A segunda fase da Operação Disclosure não encerra o caso. A PF ainda deve analisar materiais apreendidos e aprofundar a apuração sobre a participação dos investigados.

O caso Americanas segue com duas frentes importantes: a investigação sobre as supostas fraudes contábeis e o processo empresarial de reorganização da companhia.

Para o mercado, o avanço da operação mantém em debate a fiscalização de grandes empresas, a transparência nos balanços e os limites dos controles internos no setor privado.

*Com informações de Agência Brasil


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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