A bandeira tarifária vai mudar em maio e deve pesar no bolso dos brasileiros. A Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou na última sexta-feira (24/4) que a cor será amarela, o que significa cobrança extra na conta de luz já no próximo ciclo de faturamento.
A decisão ocorre após a redução das chuvas em várias regiões do país. Com menos água nos reservatórios, o Brasil passa a depender mais de usinas termelétricas, que são mais caras para operar. O resultado aparece direto na conta do consumidor.
Bandeira tarifária amarela: quanto a conta vai aumentar
A bandeira tarifária amarela indica que a geração de energia ficou mais cara. Na prática, isso representa um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Pode parecer um valor pequeno, mas o impacto cresce conforme o consumo. Em uma residência que utiliza 300 kWh por mês, por exemplo, o aumento pode chegar perto de R$ 6 a mais na fatura.
Até abril, a bandeira estava verde, sem custo adicional. Esse período de alívio acabou com a chegada do clima mais seco, que reduz a capacidade de geração das hidrelétricas.
Por que a bandeira tarifária mudou
A mudança na bandeira tarifária está diretamente ligada ao clima. O país entra na transição entre o período chuvoso e o seco, o que diminui o nível dos reservatórios.
Com menos água disponível, o sistema elétrico precisa acionar usinas termelétricas para garantir o abastecimento. Essas usinas usam combustíveis mais caros, como gás e óleo, elevando o custo da energia.
Além disso, o Operador Nacional do Sistema reavalia mensalmente as condições de geração. Quando o cenário aponta custos maiores, a bandeira muda automaticamente para refletir essa realidade.
Como funciona o sistema de bandeira tarifária
Criado em 2015, o sistema de bandeira tarifária funciona como um sinal claro para o consumidor sobre o custo da energia no país.
As cores indicam o cenário de geração:
- Verde: energia mais barata, sem acréscimo
- Amarela: custo moderado, com taxa extra
- Vermelha: energia mais cara, com cobrança maior
Esse modelo traz mais transparência e permite que o consumidor ajuste hábitos antes que a conta aumente ainda mais.

Como economizar energia?
Com a bandeira tarifária mais cara, pequenas mudanças no dia a dia podem fazer diferença no fim do mês.
Algumas práticas ajudam a reduzir o impacto:
- Ajustar o ar-condicionado entre 23ºC e 25ºC
- Tomar banhos mais curtos e usar o chuveiro na posição “verão”
- Evitar abrir a geladeira com frequência
- Aproveitar a luz natural durante o dia
- Trocar lâmpadas por modelos de LED
Além disso, manter aparelhos em bom estado e desligar equipamentos fora de uso também contribui para diminuir o consumo.
A mudança na bandeira acende um alerta: o período de energia mais barata pode ter ficado para trás, pelo menos por enquanto. Por isso, o consumo consciente volta a ser essencial para evitar sustos na conta de luz.