O custo de vida em São Paulo ultrapassou a marca dos R$ 4 mil por mês. Segundo levantamento divulgado pela Serasa em janeiro de 2026, o valor médio mensal no estado chegou a R$ 4.270, bem acima da média nacional, que é de R$ 3.520.
Os dados foram coletados entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, em parceria com a Opinion Box, para entender os hábitos de consumo e o custo de vida dos brasileiros. Ao todo, foram realizadas mais de 6 mil entrevistas em todo o país.
A pesquisa coloca São Paulo entre os estados mais caros do país para se viver, atrás apenas do Distrito Federal e do Paraná. O valor considera despesas como moradia, supermercado, transporte, saúde, lazer e educação.
São Paulo está entre os estados mais caros do Brasil
Com média de R$ 4.270 por mês, São Paulo ocupa a terceira posição no ranking nacional de custo de vida. A diferença para a média brasileira é de quase R$ 750 mensais, o que pesa no orçamento das famílias.
O que mais pesa no custo de vida em São Paulo
Entre as despesas que mais impactam o bolso dos paulistas estão:
- Moradia: R$ 1.310
- Supermercado: R$ 1.090
- Educação: R$ 790
- Saúde e atividade física: R$ 610
- Contas recorrentes (água, luz, internet): R$ 560
Somente moradia e supermercado já somam mais de R$ 2.400 por mês.
Outros gastos também entram na conta:
- Transporte: R$ 410
- Lazer: R$ 390
- Alimentação fora de casa: R$ 310
- Serviços pessoais: R$ 170
Quanto isso representa em salários mínimos?
Considerando o valor médio de R$ 4.270, o custo de vida em São Paulo representa mais de 2 salários mínimos mensais.
Isso significa que, para muitas famílias, praticamente toda a renda fica comprometida com despesas básicas.
A pesquisa também apontou que apenas 2 em cada 10 brasileiros consideram fácil gerenciar pagamentos e despesas.
Ranking dos estados com maior custo de vida
A pesquisa da Serasa também trouxe o ranking completo dos estados brasileiros com base no custo médio mensal. Segundo o levantamento, a média nacional ficou em R$ 3.520 por mês.
Confira a lista do mais caro para o mais barato:
| Posição | Estado | Custo médio mensal |
|---|---|---|
| 1º | Distrito Federal | R$ 4.920 |
| 2º | Paraná | R$ 4.300 |
| 3º | São Paulo | R$ 4.270 |
| 4º | Santa Catarina | R$ 4.180 |
| 5º | Tocantins | R$ 3.810 |
| 6º | Espírito Santo | R$ 3.780 |
| 7º | Roraima | R$ 3.710 |
| 8º | Acre | R$ 3.550 |
| 9º | Goiás | R$ 3.370 |
| 10º | Mato Grosso | R$ 3.360 |
| 11º | Minas Gerais | R$ 3.360 |
| 12º | Rio Grande do Sul | R$ 3.360 |
| 13º | Rio de Janeiro | R$ 3.340 |
| 14º | Mato Grosso do Sul | R$ 3.330 |
| 15º | Bahia | R$ 3.210 |
| 16º | Rondônia | R$ 3.100 |
| 17º | Pará | R$ 3.050 |
| 18º | Amazonas | R$ 2.990 |
| 19º | Pernambuco | R$ 2.840 |
| 20º | Amapá | R$ 2.830 |
| 21º | Paraíba | R$ 2.820 |
| 22º | Piauí | R$ 2.690 |
| 23º | Rio Grande do Norte | R$ 2.550 |
| 24º | Ceará | R$ 2.540 |
| 25º | Alagoas | R$ 2.450 |
| 26º | Maranhão | R$ 2.230 |
| 27º | Sergipe | R$ 2.010 |
7 em cada 10 brasileiros sentem o aumento
Além dos números absolutos, a percepção da população reforça o peso do cenário econômico. Segundo a pesquisa da Serasa, 70% dos brasileiros afirmam que o custo de vida aumentou nos últimos 12 meses.
No Sudeste, região onde está São Paulo, o índice é ainda maior: 72% relatam aumento nas despesas. O Sul lidera essa percepção, com 75%.
Esse sentimento acompanha os dados da própria pesquisa, que mostram concentração de gastos em itens essenciais. Supermercado, moradia e contas fixas são as despesas mais priorizadas e também as mais difíceis de manter em dia.
Outro dado chama atenção: apenas 19% dos brasileiros consideram fácil gerenciar seus pagamentos e despesas. Ou seja, 8 em cada 10 pessoas enfrentam algum grau de dificuldade para fechar o mês no azul.
Mesmo com custos altos, poucos pensam em sair
Apesar do impacto no bolso, a maioria dos brasileiros não pretende mudar de cidade para reduzir gastos. A pesquisa mostra que apenas 13% considerariam essa possibilidade nos próximos 12 meses. Na região Norte, esse índice é maior, chegando a 19%. Já no Sudeste, fica em 14%.
Os números indicam que, mesmo diante de despesas elevadas, fatores como emprego, rede de apoio familiar, estudo e oportunidades profissionais ainda pesam mais do que o custo mensal na decisão de permanecer onde se vive.