A candidata ao Senado Federal por São Paulo, Simone Tebet (PSB), cumpriu agenda na Baixada Santista nesta segunda-feira (14) e visitou a sede da VTV, afiliada do SBT, em Santos.
Em entrevista ao VTV News, a ex-ministra defendeu uma atuação municipalista em diálogo direto com prefeitos e vereadores, além de apresentar propostas prioritárias para o fortalecimento da segurança pública, o combate à violência contra a mulher, a ampliação da representatividade feminina e a regionalização dos investimentos na saúde pública via emendas parlamentares.
“Quero, na realidade, ser uma ‘prefeita-senadora’, mantendo no meu gabinete um espaço para atender prefeitos e vereadores dos 645 municípios do estado de São Paulo, pois é no município que as dores acontecem e onde as soluções precisam ser dadas de forma imediata”, disse.
Segurança pública e crime organizado
A segurança pública tornou-se uma pauta de extrema importância e urgência para os municípios paulistas. A candidata afirmou que a corrupção não tem ideologia e atinge diferentes esferas da sociedade.
“Segurança pública e combate à violência também não têm ideologia. Nós podemos citar a Bahia como um estado de esquerda absolutamente violento, e podemos escolher o estado de São Paulo, que é o estado que fez a violência contra a mulher aumentar 10% — especialmente o feminicídio —, enquanto a média brasileira caiu 2%. Eu pego dois modelos muito claros para mostrar que a questão da segurança pública também não tem ideologia”.
Tebet reforçou a necessidade de endurecer a legislação para asfixiar o crime organizado e defendeu que, no sistema penitenciário, os detentos trabalhem e estudem com foco na ressocialização.
“Bandido bom é bandido preso, trabalhando e estudando dentro das penitenciárias para se ressocializar. Trabalhando lá dentro para não tirar, inclusive, o emprego de um trabalhador. É obrigação dos estados ter leis nesse sentido e oferecer. O Estado de São Paulo ainda não oferece — eu diria que não tem 20%, talvez um pouco em torno disso, de vagas abertas para que os bandidos possam estar trabalhando. E é papel do senador. Não tem? Deveria ter. Mas não é ficar só jogando a culpa de que não tem. Vamos buscar recursos em nível nacional, independente de qual seja o governador, para que isso aconteça”.
Representatividade na política
Entre os temas abordados, Simone Tebet enfatizou a importância de amplificar a representatividade na política brasileira, destacando que não há democracia consolidada sem pluralidade.
“No Brasil, temos um dos menores índices de mulheres na política do mundo: não chega a 18% na vida pública. Não há democracia plena onde homens e mulheres não caminham lado a lado. Ter a voz de uma mulher com coragem para defender pautas como segurança pública — especialmente o combate à violência contra a mulher —, regionalização da saúde, moradia, educação, emprego e renda vai fazer a diferença para São Paulo e para o Brasil”.
Regionalização da saúde
Entre as metas estipuladas, a candidata propõe o direcionamento de emendas parlamentares para fortalecer e equipar hospitais em todo o País.
“Se eleita, cuidarei para que os hospitais mais próximos do cidadão — todos os filantrópicos e os que atendem pelo SUS, portanto, os hospitais regionais — tenham aparelhos e equipamentos. O especialista já está chegando, com as contratações de médicos especialistas, para que o paciente não tenha que se deslocar 100 ou 150 quilômetros todo mês para fazer um tratamento de quimioterapia ou radioterapia”.
Tebet pontuou que existem recursos orçamentários suficientes para essa repriorização e enfatizou que, com o combate rigoroso à corrupção, haverá verba para ampliação dos investimentos na saúde pública.
“Dinheiro não falta; falta só essa repriorização, especialmente com as emendas parlamentares. São 67 bilhões de reais. Se trabalharmos para que metade desse dinheiro vá para a saúde — o que dá 30 e poucos bilhões —, conseguimos resolver esse problema em menos de dois anos”.
“Os problemas do Brasil cabem dentro do orçamento brasileiro. É preciso apenas ter vontade, competência, união e deixar as diferenças de lado para que a gente se una e sente à mesa, independentemente da ideologia ou do que se pensa, para resolver os problemas de São Paulo e os problemas do Brasil.”
O que faz um senador?
| Categoria | Informações |
|---|---|
| Funções principais | Os senadores exercem três funções principais: representar os estados e o Distrito Federal, elaborar leis e fiscalizar o Executivo Federal. Cada unidade federativa elege três representantes. |
| Mandato e renovação | O mandato de um senador é de oito anos. Em 2026, serão renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado (dois terços da Casa). Cada eleitor votará em dois candidatos. |
| Atribuições | Aprovar autoridades indicadas pelo presidente da República (como ministros do Supremo Tribunal Federal e dirigentes do Banco Central) e julgar autoridades em processos por crimes de responsabilidade. |




