Em reunião realizada no Parque São Jorge nesta segunda-feira (1º), o Conselho Deliberativo do Corinthians votou pela expulsão de Augusto Melo do quadro associativo do clube.
O resultado da assembleia foi esmagador. O parecer pela exclusão de Augusto Melo recebeu 147 votos a favor e apenas cinco contra. Além disso, foram registradas também quatro abstenções.
Além do ex-presidente, Maria Angela Ocampos (primeira-secretária do Conselho Deliberativo), Mario Mello Junior (integrante da Comissão de Ética), Paulo Juricic (ex-integrante da Comissão de Ética) e Ronaldo Fernandez Tomé (integrante da Comissão de Ética) podem ser expulsos do Conselho Deliberativo.
A denúncia que pesa sobre o grupo remonta à invasão do andar presidencial em maio do ano passado. No ápice da crise, Maria Angela Ocampos assumiu a chefia do Conselho de forma unilateral e assinou a volta de Augusto Melo ao cargo máximo da diretoria, revogando o gancho que o dirigente cumpria por determinação do órgão.
Mais um
Augusto Melo foi o terceiro ex-mandatário a ser expulso do quadro de sócios do Corinthians no período de uma semana, consolidando uma sequência inédita de punições na cúpula alvinegra.
As expulsões começaram na segunda-feira passada, quando o Conselho Deliberativo decretou a expulsão de Andrés Sanchez. O ex-mandatário perdeu o título de sócio devido à utilização irregular do cartão corporativo da instituição para o pagamento de gastos particulares.
Além deles, Duílio Monteiro Alves protocolou sua saída voluntária do Corinthians. Investigado por suspeitas de uso irregular de verbas do clube, ele renunciou à condição de sócio remido e se desligou oficialmente do conselheiro vitalício e do Conselho de Orientação (Cori).
Relembre o caso
A queda de braço política ganhou contornos dramáticos no fim de maio de 2025. Menos de uma semana depois de ser afastado preventivamente por conta de um processo de impeachment, Augusto e seus aliados estiveram no Parque São Jorge para tentar retomar a presidência.
Na época, o dirigente alegou que o cenário havia mudado a seu favor, justificando que uma troca na mesa diretora do Conselho Deliberativo havia permitido que aliados assinassem sua volta ao poder.
Durante o episódio, a conselheira Maria Angela Ocampos, defensora de Augusto, alegou ter tomado as rédeas do Conselho Deliberativo. Para chancelar o ato, ela se respaldou em um parecer emitido pelo Conselho de Ética no dia 9 de abril do ano passado, o qual previa a destituição de Romeu Tuma Júnior do cargo.
Sob essa justificativa, a conselheira afirmou ter invalidado todas as deliberações assinadas por Tuma a partir de 9 de abril. A manobra tinha um alvo claro: anular retroativamente o próprio processo que havia afastado Augusto da presidência.
A tentativa de retomada do poder, contudo, não vingou. Stabile, presidente interino na época, fez questão de não deixar a sala da presidência do clube e garantiu a continuidade de seu mandato. Além disso, Romeu Tuma Júnior rejeitou qualquer validade na suposta destituição da mesa do Conselho.
Sem sustentação institucional, a investida de Augusto Melo e seus aliados acabou sendo em vão.
Protesto da torcida
Os arredores do Parque São Jorge viraram palco de manifestações, reunindo torcedores comuns e membros de organizadas em um coro uníssono pela destituição do ex-mandatário.
A Gaviões da Fiel, maior força das arquibancadas alvinegras, liderou uma mobilização ao longo da semana para inflamar a torcida a marcar presença nos portões do clube social, pressionando diretamente o voto dos conselheiros.
Torcedores do Corinthians comemoram a expulsão de Augusto Melo do quadro associativo do Corinthians em frente ao Parque São Jorge.
Acompanhe a movimentação após a expulsão de Augusto Melo do Corinthians ao vivo em https://t.co/X9YINfwsUL
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— Meu Timão (@MeuTimao) June 2, 2026