No último fim de semana, o ex-jogador Daniel Alves chamou a atenção ao marcar presença no “The Change”, um encontro religioso realizado na Espanha. O evento reuniu um público de aproximadamente 35 mil pessoas.
Durante o evento, realizado no Riyadh Air Metropolitano, estádio do Atlético de Madrid, Daniel Alves subiu ao palco para falar sobre sua fé e deu um testemunho pessoal, relembrando o período em que esteve preso entre 2023 e 2024.
“Eu sei que vocês sabem que eu estive preso. Aos 40 anos, fui preso. Mas na prisão, Cristo me libertou”, disse o ex-lateral da seleção brasileira.
O ex-jogador continuou sua fala, utilizando a própria história de vida como exemplo para transmitir conselhos ao público presente.
“Eu não sei o que vocês estão passando em suas vidas, quais prisões vocês estão enfrentando, mas venho aqui dizer que hoje Cristo vai quebrar essas prisões, vai destruir esses muros, Cristo quebrará essas correntes”, disse.
Essa não foi a primeira aparição de Daniel Alves em cerimônias religiosas. Em outubro de 2025, ele esteve presente em um culto na Igreja Evangélica Elim Pentecostal, localizada em Girona, na Espanha, onde chegou a atuar como pregador.
? Miles de cristianos evangélicos se reúnen en el Metropolitano de Madrid: "España, tu tiempo ha llegado"
?️ Dani Alves fue uno de los invitados destacados de 'The Change', que reunió a más de 35.000 personas: "En la cárcel Cristo me hizo libre” pic.twitter.com/s9ZZgjqPJy
— El Periódico de España (@ElPeriodico_Esp) May 3, 2026
Preso e absolvido
Daniel Alves permaneceu detido durante 14 meses devido a uma acusação de agressão sexual feita por uma jovem de 23 anos, referente a um episódio ocorrido em uma boate de Barcelona, no dia 31 de dezembro de 2022. A prisão ocorreu em janeiro de 2023, e, em fevereiro de 2024, ele foi condenado a quatro anos e meio de reclusão, além de receber uma multa de 150 mil euros e uma medida de distanciamento da vítima.
Em março de 2024, o ex-jogador foi solto mediante o pagamento de uma fiança estipulada em 1 milhão de euros. Além disso, ele teve seus passaportes retidos e passou a ter a obrigação de comparecer ao tribunal semanalmente.
Em março de 2025, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha anulou a pena, apontando contradições no relato da vítima e ausência de provas concretas.