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Entenda diferença entre edema e lesão grau 2 sofrida por Neymar

Novo diagnóstico do atacante da Seleção Brasileira reacendeu dúvidas sobre gravidade da lesão muscular na panturrilha
Neymar Jr. em ação pela Seleção Brasileira, ilustrando a notícia sobre sua lesão de grau 2 na panturrilha e o processo de recuperação para a Copa de 2026.

A confirmação da lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita de Neymar gerou dúvidas entre torcedores sobre a diferença entre um edema e uma lesão mais grave. Nesta quinta-feira (28), após novos exames realizados em Teresópolis, a CBF confirmou o problema físico do atacante da Seleção Brasileira e iniciou um tratamento com previsão de recuperação entre duas e três semanas.

Dias antes, o Santos havia informado que Neymar apresentava apenas um edema leve na região. No entanto, segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil, o quadro pode ter evoluído ao longo do processo de recuperação.

Edema não representa rompimento muscular

Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, o ortopedista João Manoel Fonseca, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explicou que o edema é considerado uma alteração mais leve no músculo.

De acordo com o especialista, o edema não apresenta perda de continuidade das fibras musculares. Ou seja, existe inflamação e acúmulo de líquido na região afetada, mas sem ruptura significativa.

“O edema ainda não é uma lesão de perda de continuidade das fibras musculares em até 50%. A partir daí vira uma lesão grau 2”, explicou o médico à CNN Brasil.

Além disso, o especialista afirmou que o quadro de Neymar pode ter evoluído após os exames iniciais realizados pelo Santos.

demonstração panturrilha sem edema e com edema.

Lesão grau 2 exige mais cautela

Diferentemente do edema, a lesão muscular grau 2 já apresenta rompimento parcial das fibras musculares. Por isso, o tempo de recuperação costuma ser maior e exige controle mais rigoroso da carga física do atleta.

Segundo a CNN Brasil, João Manoel Fonseca explicou que o retorno precoce aumenta o risco de novas lesões. Dessa forma, o trabalho de recuperação precisa focar na cicatrização correta do músculo antes da volta aos jogos.

“A gente tem que trabalhar para diminuir o risco de uma nova lesão quando submetido a uma carga extrema”, afirmou o especialista.

Após a divulgação do novo diagnóstico, o Santos publicou uma nota oficial e afirmou que os exames realizados pelo clube foram compartilhados com a CBF. Além disso, o Peixe reforçou confiança na recuperação de Neymar para a disputa da Copa do Mundo de 2026.

Sem condições de atuar, o atacante deve desfalcar a Seleção Brasileira nos amistosos contra Panamá e Egito antes da estreia no Mundial.

demonstração da lesão do Neymar na panturrilha, sem lesão grau 2 e com lesão grau 2

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Autor

  • João Isidro

    João Victor é estudante de Jornalismo na Universidade Católica de Santos. Atua desde 2022 na produção de conteúdo esportivo e integra o time do VTV News, com foco em clubes da Baixada Santista e do Interior.

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