Os jogadores da Ponte Preta retomaram as atividades nesta terça-feira (1º), encerrando a paralisação iniciada na semana passada por conta dos salários atrasados. O elenco ainda não recebeu os pagamentos, e a diretoria não definiu um prazo para regularizar a situação. Mesmo assim, os atletas decidiram voltar aos treinos.
Entre os jogadores que participaram da atividade estavam os zagueiros Lucas Cunha e Sergio Palacios, o lateral Danilo Barcelos e os volantes Léo Gomes, André Lima e Murilo Cavalcante.
“Eles voltaram a treinar e vão normalmente para o jogo. Os jogadores fizeram a paralisação esperando que a diretoria se pronunciasse, comparecesse, efetuasse algum pagamento, desse alguma satisfação, mas nada mudou. Em respeito à instituição, mesmo com a diretoria permanecendo inerte, eles resolveram voltar e continuar o campeonato, respeitando a instituição e a torcida”, explicou o advogado ao ge.
Vai pagar quando?
Os débitos da Alvinegra com o elenco profissional variam de seis meses a mais de um ano. Recém-contratado, o técnico Gilson Kleina atuou nos bastidores para convencer os jogadores a retomarem as atividades presenciais no CT do Jardim Eulina.
Até o momento, a diretoria da Macaca ainda não estabeleceu um prazo para efetuar o pagamento dos salários atrasados.
Base evita W.O.
No último domingo, diante do risco de W.O., a Ponte Preta precisou recorrer ao elenco sub-20 para enfrentar o América-MG. Os jovens, porém, não conseguiram evitar a derrota por 2 a 0, pela Série B do Campeonato Brasileiro.
Com o derrota, a Macaca chegou a 19 jogos consecutivos sem vencer na Série B e igualou o maior jejum da história da competição na era dos pontos corridos, registrado pelo ABC em 2015.
O próximo compromisso da Ponte será diante do São Bernardo. As equipes se enfrentam no domingo (6), às 18h30 (de Brasília), no Moisés Lucarelli, pela 26ª rodada da Série B.
Precisando de um milagre para evitar o rebaixamento, a equipe de Gilson Kleina segue na última colocação da Série B, com apenas 10 pontos em 25 partidas disputadas.
