A seleção do Irã está negociando com a Fifa para tentar viabilizar a realização de seus jogos da Copa do Mundo de 2026 no México, evitando atuar nos Estados Unidos diante do aumento das tensões políticas e de preocupações relacionadas à segurança.
A movimentação ganhou caráter oficial após declaração do embaixador iraniano no México, Abolfazl Psedniddeh, que sugeriu a mudança de sede das partidas da equipe. O posicionamento foi divulgado por canais ligados ao Ministério das Relações Exteriores do Irã.
“Reiteramos que os Estados Unidos não estão cooperando conosco na questão dos vistos. Temos interesse em participar da Copa do Mundo, mas o governo americano não está fornecendo o apoio logístico ou administrativo necessário”, afirmou Psedniddeh.
A Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O tema é tratado com muita cautela por envolver questões diplomáticas sensíveis e impacto direto na organização do torneio.

O que pode acontecer?
O regulamento da Fifa prevê uma multa mínima de 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão) para a seleção que abandonar o torneio. Com a confirmação da desistência do Irã, a entidade pode manter o grupo com apenas três seleções ou convidar outro país para preencher a vaga.
Emirados Árabes Unidos e Iraque, que chegaram às fases finais das Eliminatórias Asiáticas, são os países com mais chances de ocupar a vaga dos iranianos caso a Fifa escolha pela inclusão de uma seleção substituta.
A Copa do Mundo será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos nos Estados Unidos, México e Canadá.
O Irã está no mesmo grupo que Bélgica, Egito e Nova Zelândia. As três partidas da primeira fase estão marcadas para serem realizadas nos Estados Unidos.