Em protesto pelos salários atrasados, os jogadores do Guarani não participaram do treino com bola previsto para a manhã desta terça-feira, no CT do clube.
O planejamento da comissão técnica previa trabalhos na academia e, em seguida, um treino no gramado sob o comando de Elio Sizenando. Após concluir a primeira etapa, os jogadores optaram por não participar da atividade em campo e se reuniram com o executivo de futebol Carlos Frontini para exigir uma definição sobre os vencimentos pendentes.
O elenco avisou à diretoria que não concorda mais com o parcelamento dos vencimentos. O Guarani quitou a folha salarial de maio em quatro parcelas, distribuídas entre os salários registrados em carteira e direitos de imagem.
Além de reivindicar o pagamento integral dos vencimentos de junho, os jogadores demonstraram preocupação com a folha salarial de julho. O prazo para o pagamento termina na próxima sexta-feira, quinto dia útil de agosto.
Nova reunião
A diretoria do Guarani terá uma nova oportunidade para tentar encerrar o impasse nesta quarta-feira, quando Carlos Frontini voltará a se reunir com representantes do elenco. Além disso, executivo pretende discutir o tema com o presidente do Conselho de Administração, Rômulo Amaro, para apresentar uma solução aos jogadores.
Mesmo diante da crise, os atletas não pretendem cancelar a viagem para o duelo contra o Anápolis, na próxima segunda-feira, pela Série C do Brasileirão.
A principal expectativa do grupo é que a diretoria encontre uma solução ainda nesta semana e evite o vencimento de mais uma folha salarial.

SAF no Bugre
Enquanto tenta resolver os atrasos salariais, o Guarani segue com o processo de implantação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A proposta será avaliada pelo Conselho Deliberativo no dia 11 de agosto.
Caso receba sinal verde, o projeto será encaminhado aos associados, que decidirão sobre a constituição da SAF e a operação de investimento entre os dias 1º e 4 de setembro.