Campeão e um dos favoritos da prova, Lucas Pinheiro começou a segunda-feira (16) cheio de adrenalina mas foi surpreendido por uma descida com muita neve no Stelvio Ski Centre, em Bormio, deixando lá a possibilidade de sair dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina com duas medalhas. O brasileiro sofreu uma queda na primeira descida, ficando assim, fora da disputa.
Lucas Pinheiro foi um dos 49 competidores que não conseguiram completar a prova de Slalom, que teve a primeira bateria iniciada por volta das 06h da manhã (Brasília). Ele foi o sexto a largar e começou em ritmo forte, registrando a melhor marca na primeira parcial, 0s10 à frente do então líder, Atle Lie McGrath, da Noruega.
No segundo trecho, mantinha vantagem de 0s26 quando perdeu o controle, caiu e finalizou sua participação na prova. No slalom, a classificação final é definida pela soma dos tempos das duas descidas, e é preciso completar ambas para seguir na disputa por medalha.
Além de Lucas, outros dois Brasileiros estavam na disputa do Slalom, Christian Soevik e Giovanni Ongaro.

Pinheiro não culpa o excesso de neve pelo o seu desempenho, afirmando que chegou na pista de forma de forma muito agressiva e faltando disciplina.
“A visibilidade é difícil, para ler a textura e o terreno da neve e aí você precisa conectar com seu coração e esquiar com intuição. Eu consegui isso na primeira metade da corrida e eu estou orgulhoso de mentalidade, do espírito que eu esquiei, mas… quando eu cheguei nessa parte, eu tentava puxar e criar toda a velocidade e deixei a disciplina em casa”, relata o esquiador.
Pinheiro já fez história
Mesmo sem trazer a segunda medalha para casa, Lucas Pinheiro Braathen encerra a participação em Milão-Cortina 2026 como protagonista de um feito histórico para o esporte brasileiro.
Aos 25 anos, o brasileiro conquistou a primeira medalha do Brasil na história da competição e colocou o país no seleto grupo de nações do Hemisfério Sul a subir ao pódio, que até então era formado apenas por Nova Zelândia e Austrália.
O resultado também garantiu ao Brasil a primeira medalha da América do Sul em Jogos de Inverno, superando o quarto lugar da Argentina no bobsled em St. Moritz 1928, que era, até então, o melhor desempenho sul-americano na história do evento.