Nesta terça-feira (2), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, garantiu a parlamentares que não vai permitir que iranianos com ligações à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) se infiltrem na delegação do país para participar da Copa do Mundo, que começa na próxima semana.
A seleção iraniana disputará as partidas nos Estados Unidos, porém, a equipe terá como base de treinamento o México durante o Mundial.
“O que não vamos permitir é que eles incorporem à delegação um grupo de pessoas que sabemos não ter nenhuma relação com atletismo e que possuem vínculos com a IRGC ou coisas do gênero. Portanto, vamos monitorar isso muito de perto”, disse Rubio em uma audiência na Comissão da Câmara dos Representantes.
A declaração do secretário surge em meio a um cenário de forte crise geopolítica, marcado pela guerra iniciada no fim de fevereiro pelos EUA e Israel contra o Irã. Rubio ponderou que Washington não fará objeções à concessão de vistos para os jogadores e para a comissão técnica da seleção iraniana.
Irã terá sede no México
Enquanto Washington impõe restrições, México adota uma postura diferente. No dia 25 de maio, a presidente do México, Claudia Sheinbaum revelou que o país aceitou hospedar a seleção do Irã durante o torneio. A decisão foi tomada após os Estados Unidos se recusar a abrigar a delegação iraniana.
Além disso, Sheinbaum disse que a Fifa procurou as autoridades mexicanas logo após o governo americano manifestar o desejo de não manter a delegação iraniana em seu território ao longo da competição.
O impasse logístico chama a atenção pelo fato de o Irã estar escalado para jogar todas as suas três partidas da fase de grupos justamente nos Estados Unidos.
A partida de abertura da Copa do Mundo será entre México e África do Sul. O confronto está marcado para o dia 11 de junho, às 16h (de Brasília).