Morreu nesta terça-feira (24) João Araújo, o Didi, conhecido por ser o cabeleireiro de Pelé e de diversos outros craques que marcaram gerações históricas do Santos. Ele tinha 87 anos.
Didi estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa, onde passou por duas cirurgias no intestino. Após complicações no quadro clínico, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
Ele será velado na Beneficência Portuguesa. A cerimônia durará até às 15h40, quando o cortejo seguirá para cremação às 16h no Memorial Necrópole Ecumênica, no Marapé.
Didi, não foi apenas o cabeleireiro de Pelé. Ele foi o responsável por criar o topete que se tornou uma das marcas registradas do camisa 10 e ajudou a compor a imagem do jogador que ficou famoso no mundo inteiro.
O penteado, adotado ainda nos tempos áureos do Santos, atravessou décadas e passou a fazer parte da identidade visual do Rei do Futebol.

Mais que um cliente
A relação entre Didi e Pelé ia muito além da cadeira do salão. O profissional se tornou um grande amigo do craque. A proximidade era tanta que, em diversas ocasiões, Pelé se referia a ele como um irmão, evidenciando o laço de confiança e carinho construído ao longo dos anos.
“Assim que Pelé chegou ao salão, ficou meio desconfiado, afinal eu também era muito novo. Ele perguntou se eu conseguia cortar o cabelo, deixando um topete. Eu respondi: “Vamos tentar!”. Se você gostar eu ganharei um cliente; se não gostar, pelo menos você terá um amigo”, disse Didi, em entrevista a Guilherme Gomez Guarche, historiador do Santos.
Presente nos bastidores das principais conquistas do Alvinegro Praiano, Didi acompanhou de perto momentos históricos do futebol brasileiro e mundial, sendo lembrado não apenas pelo talento com as tesouras, mas também pela amizade sincera com um dos maiores atletas de todos os tempos.
Mais do que cuidar do visual dos atletas, ele cultivou amizades e se tornou personagem presente nos bastidores do Peixe.
