A crise financeira na Ponte Preta ganhou um capítulo inusitado fora dos gramados. O clube de Campinas agora enfrenta uma ação na Justiça por conta de uma dívida acumulada com uma padaria da região. O estabelecimento comercial decidiu apelar aos tribunais para reaver o montante de R$ 53.280,14, referente ao fornecimento de alimentos que não foram pagos pela diretoria Alvinegra.
“A requerente forneceu alimentação, sobretudo pães, para consumo da requerida, sempre atendendo prontamente a todas as solicitações da requerida de forma eficiente e justa, porém a requerida não cumpriu com o pagamento como devido, desde maio de 2025”, informa o processo.
A defesa da padaria ainda cita no processo que o estabelecimento chegou a notificar a Macaca sobre a dívida “de maneira inteiramente amigável”, mas que o clube, “até o presente momento, manteve-se inerte, sem apresentar qualquer manifestação (…) ou providenciar o adimplemento do débito”.
O diretor jurídico da Ponte, José Henrique Specie, explicou a situação:
“Todos sabem da situação complicada que a Ponte vive financeiramente. Infelizmente não conseguimos honrar acordos com alguns fornecedores e parceiros, que estão no direito de reivindicar o pagamento. Nesse caso, vamos buscar um acordo que seja bom para os dois lados, que a Ponte consiga honrar e que também faça sentido para o fornecedor”, disse ao ge.
Crise financeira
A crise na Ponte atingiu um patamar crítico. O fantasma dos salários atrasados assombra os bastidores da equipe desde de 2025. A falta de regularidade nos vencimentos afeta tanto os jogadores quanto os funcionários do clube.
O drama financeiro também atinge a alta cúpula. O executivo de futebol da Macaca, João Brigatti, admitiu que está há mais de 11 meses sem receber. Além disso, a falta de pagamentos também gerou ao clube um transfer na Fifa.
Prazo estipulado
Para tentar amenizar o ambiente em meio às dificuldades na Série B, a diretoria da Ponte Preta fixou uma data para colocar os salários em dia. De acordo com o vice-presidente do clube, Marco Antonio Eberlin, o planejamento prevê que todas as pendências com os jogadores sejam quitadas até o fim de maio.
“A nossa programação é que até o final do mês de maio não tenhamos mais problema de salário. A Ponte Preta vai fechar maio sem problema algum com isso”, disse em entrevista à Rádio Brasil Campinas.
Como reflexo da crise fora dos gramados, o desempenho técnico da equipe até o momento é decepcionante. Com um aproveitamento de apenas sete pontos conquistados em 27 disputados ao longo de nove rodadas, a Macaca ocupa atualmente a penúltima colocação da Série B do Campeonato Brasileiro.
Amargando três derrotas consecutivas, a Ponte entra em campo no domingo (24), às 16h30, para enfrentar o CRB, fora de casa.