Em crise financeira, a Ponte Preta contou com a ajuda da SAF do Boavista-RJ para pagar os três transferbans. Agora, a Macaca está livre para registrar novas contratações.
O valor desembolsado foi de aproximadamente R$ 2,5 milhões. O clube acumulava três punições: duas impostas pela Fifa e uma pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
A parceria com o Boavista também prevê a chegada de jogadores por empréstimo para aumentar as opções do técnico Gilson Kleina.
Jogando contra o relógio
A Ponte Preta corre contra o tempo para viabilizar os reforços oferecidos pelo clube carioca. O prazo da CBF para registro de atletas termina nesta sexta-feira (11). Sendo assim, o acordo precisa ser fechado o quanto antes para que os jogadores possam ser inscritos e atuar pelo clube paulista.
Como surgiu a parceria?
Marcelo Pedroza, um dos presidentes da SAF do Boavista, foi quem tomou a iniciativa. Com residência em Paulínia, na região de Campinas, ele integra o grupo de investidores da Arte da Bola, responsável pela compra de 80% das ações do clube de Saquarema, em novembro de 2024. As negociações tiveram início no fim da semana passada e avançaram na última terça-feira.
Gilson Kleina, técnico da Ponte Preta, também participou das conversas. O treinador, que comandou o Boavista no início da temporada, ajudou a aproximar as partes durante as negociações.
Ao longo da Série B, a Ponte perdeu 19 jogadores por conta da crise financeira. Embora o rebaixamento esteja praticamente decretado, a Macaca ainda busca terminar a Série B de forma digna. Para isso, a expectativa é contar com mais opções no elenco profissional nas últimas rodadas.
No ano em que completa 126 anos, a Macaca amarga a lanterna da Série B, com apenas 10 pontos, e soma 21 jogos consecutivos sem vitória, sequência negativa inédita na competição.





