O Paris Saint-Germain alcançou o tão sonhado bicampeonato da Champions League. Desta vez, o roteiro foi bem diferente do atropelo por 5 a 0 sobre a Inter de Milão no ano passado. Em uma final tensa, equilibrada e decidida nos mínimos detalhes, os franceses empataram em 1 a 1 com o Arsenal no tempo regulamentar. O título só foi sacramentado na emocionante disputa por pênaltis, com o placar de 4 a 3.
O título dos franceses impõe mais um trauma ao Arsenal, que segue sem conquistar a maior competição de clubes do planeta após duas finais disputadas.
Na partida deste sábado, os ingleses saíram na frente com Havertz, mas o PSG empatou com Dembelé, de pênalti, na segundo tempo.
Mais que um título
Com a conquista deste sábado, o clube francês entra para um grupo seleto. Com o segundo título consecutivo, o PSG se junta ao Real Madrid como as únicas equipes a conquistarem o troféu de forma consecutiva no século.
Como foi o jogo
O placar se movimentou logo aos cinco minutos, graças a um lance que uniu a infelicidade de Marquinhos e o oportunismo de Havertz. Após uma rebatida malsucedida do zagueiro brasileiro, o meia alemão ficou cara a cara com Safonov e bateu cruzado para abrir o marcador. O gol precoce desenhou o restante do primeiro tempo: o Arsenal recuou e construiu uma barreira defensiva intransponível. Apesar de o PSG registrar impressionantes 77% de posse de bola e finalizar mais (6 contra 2), o volume de jogo foi estéril. Com apenas um chute no alvo e sem levar perigo real, os franceses não fizeram por merecer a igualdade diante de uma marcação inglesa impecável.
A postura defensiva dos ingleses custou caro no segundo tempo. Durante uma investida perigosa do PSG, Mosquera derrubou Kvaratskhelia na área, e o árbitro assinalou a penalidade. Dembelé foi para a cobrança, estufou as redes e restabeleceu o equilíbrio no confronto. O empate forçou o Arsenal a mudar de postura: a equipe colocou Gyokeres em campo e pressionou o adversário, criando momentos de sufoco na área francesa.
Apesar da pressão inglesa, as oportunidades mais claras saíram dos pés dos parisienses. Kvaratskhelia carimbou a trave após um desvio, e Vitinha quase marcou em um chute colocado que raspou o travessão. O gol do título quase veio nos acréscimos do tempo regulamentar, mas Barcola finalizou para fora.
O cansaço físico ditou o ritmo da prorrogação, que teve mais divididas fortes do que criatividade. Na primeira etapa do tempo extra, o Arsenal pediu pênalti após um choque entre Madueke e Nuno Mendes, mas o juiz mandou seguir. Nos 15 minutos finais, restou apenas o jogo de contragolpes para os times exaustos. Gyokeres ainda deu um último susto em Safonov com um arremate desviado na meia-lua.
Emoção até o fim
A decisão por pênaltis começou cheia de tensão: Eze desperdiçou a sua cobrança ao chutar para fora, enquanto Nuno Mendes parou na defesa do goleiro Raya, mantendo o equilíbrio para o PSG. Na quinta batida dos franceses, o brasileiro Beraldo mostrou frieza e balançou as redes. A pressão então caiu sobre os ombros de outro brasileiro, Gabriel Magalhães, que acabou isolando a bola por cima do travessão, decretando o fim da disputa e o título do clube francês.
Back-to-back 🏆🏆
Your 2025/26 Champions League winners: Paris Saint-Germain ❤️💙
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