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Após manter relação sexual com menor, homem de 18 anos pode responder por estupro de vulnerável

Inicialmente, rapaz e menor haviam negado ter se encontrado

Por ter mantido relações sexuais com uma menina de 12 anos, o rapaz de 18 anos pode ser investigado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável. A adolescente saiu de casa, em Santos, na Baixada Santista, para encontrá-lo em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, onde permaneceu por cinco dias.

Segundo o delegado Thiago Bonametti, da 3ª Delegacia de Polícia de Investigação sobre Homicídios de Santos, a menor conheceu o jovem pelo jogo online Free Fire e trocava mensagens com ele há meses. Durante o período na residência dele, os dois tiveram relações sexuais. A menina afirmou que estava namorando o jovem e que, inicialmente, disse ter 14 anos.

Em depoimento, a menina afirmou que não foi violentada. Ainda assim, o ato pode ser enquadrado como estupro de vulnerável. Isso porque, conforme apurado pelo VTV News junto à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, menores de 14 anos não podem consentir relações sexuais, independentemente do que aleguem sobre a própria idade.

Jovem e familiares serão ouvidos

A investigação foi transferida para a Delegacia de Defesa da Mulher de São Bernardo do Campo, onde o encontro ocorreu. Bonametti afirmou que o jovem de 18 anos e seus familiares – incluindo a mãe dele, que sabia da presença da menor na residência, e outra parente que teria levado a menina até a casa – serão ouvidos nos próximos dias.

“Precisamos entender por que não houve uma comunicação com as autoridades”, disse o delegado.

Após o período fora de casa, foi a própria menor quem telefonou para a mãe, pedindo para ser buscada. Ao retornar para o litoral, na última sexta-feira (11), ela foi encaminhada a uma unidade de saúde para realizar exames. O Conselho Tutelar acompanha o caso e presta apoio à família da pré-adolescente.

Estupro de vulnerável: o que diz a lei?

O crime de estupro de vulnerável é definido pelo artigo 217-A do Código Penal Brasileiro. A legislação estabelece que é crime ter conjunção carnal ou praticar qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos. Nestes casos, entende-se que a vítima é incapaz de consentir, mesmo que exista concordância ou experiência sexual prévia.

A delegada Deborah Lázaro, da DDM de Santos, explica que o crime também abrange situações em que a vítima está enferma, sem discernimento ou impossibilitada de resistir. “Ela tem 12 anos. Embora não tenha sido obrigada a manter relações, pela idade há a vulnerabilidade prevista em lei. Acredito que ele responderá por estupro de vulnerável”, afirmou. A pena varia de 8 a 15 anos de reclusão.

O caso

A garota saiu de casa, no bairro Marapé, na noite de 6 de julho. Enquanto a mãe estava no trabalho, a menina disse à tia que iria até a residência da mãe para ajudar a dar banho na irmã caçula, de 3 anos, mas não retornou. Ela foi vista pela última vez por volta de 18h30, carregando documento pessoal, celular, uma mochila e uma sacola com quatro conjuntos de roupas.

Imagens de câmeras de segurança obtidas pela VTV mostraram a menina caminhando rapidamente sozinha na calçada da Rua Nove de julho. Em determinado momento, ela olha para trás como se estivesse sendo seguida ou esperando alguém. A Polícia Civil acredita que a pré-adolescente tenha entrado em um carro próximo à sede de uma escola de samba.

Quando a menina desapareceu, uma tia conseguiu o número do rapaz e mandou mensagens fingindo ser amiga da menor. No entanto, ele negou saber onde ela estava e bloqueou a mulher em seguida. Somente no quarto dia fora de casa, a menina fez o primeiro contato com a mãe, informou que estava bem e que só voltaria para o litoral no dia 23 deste mês. Ela ainda disse estar na casa de uma amiga e negou estar com o rapaz. Também pediu para não ser incomodada.

Adolescente e rapaz se conheceram em jogo online, Free Fire

Segundo a mãe da pré-adolescente, a garota começou a conversar com o jovem pelo Free Fire pouco antes de sumir. Gratuito e disponível para celulares, o jogo já ultrapassou a marca de 1 bilhão de downloads ao redor do mundo e é febre entre jovens, mas possui classificação indicativa que varia entre 12 anos (App Store) e 14 anos (Google Play).

Garena, empresa responsável, destaca nos Termos de Serviço que menores de idade precisam da permissão dos pais para se registrar no jogo. “Estamos comprometidos em fornecer uma experiência positiva, segura e agradável para todos os jogadores”, informou em nota pública. Apesar da indicação, o download é livre para qualquer usuário.

A pré-adolescente chegou a ser alertada para tomar cuidado, mas segundo a mãe, não houve discussões graves sobre o assunto e eles trocavam mensagens regularmente. Ainda segundo Bonametti, a ida para a casa do rapaz foi espontânea. A menina negou ter sido violentada e afirmou ter mantido relações sexuais “porque queria”.


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Autor

  • Renan da Paz

    Estudante de Jornalismo na Universidade Santa Cecília, cursando o último semestre. Atua no jornalismo há dois anos, com experiência em TV (apresentação, reportagem, direção e roteirização), projetos digitais e produção multimídia. Já trabalhou em assessoria de imprensa, revistas eletrônicas e como repórter web do VTV News.

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