O Ministério das Relações Exteriores emitiu um alerta nesta terça-feira (21), recomendando que os brasileiros evitem alguns países do Oriente Médio devido às crescentes tensões militares na região.
Desde a última semana, os Estados Unidos e o Irã intensificaram suas operações militares e bombardeios. No domingo (19), o conflito tomou maiores proporções: após as forças americanas bombardearem uma instalação nuclear em construção, houve retaliação por parte dos iranianos.
Além disso, Teerã escalou o conflito ao bombardear alvos na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein.
Segundo o comunicado do Itamaraty, a recomendação é não viajar para:
- Irã
- Israel
- Sul do Líbano
- Palestina (Faixa de Gaza)
- Iêmen
Recomenda-se evitar viagens não essenciais para:
- Palestina (Cisjordânia)
- Síria
- Iraque
- Líbano (demais regiões do país)
- Jordânia
- Catar
- Kuwait
- Emirados Árabes Unidos
- Bahrein
- Arábia Saudita
O comunicado reforça que, até o momento, não há restrições para a realização de conexões aéreas na Jordânia, no Catar, no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein e na Arábia Saudita.
Recomendações de segurança
O Itamaraty recomenda que os brasileiros que pretendem viajar para os países citados mantenham-se informados por meio dos canais oficiais das embaixadas brasileiras.
Além disso, o viajante deve:
- Seguir rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais;
- Evitar aglomerações e protestos;
- Não filmar nem fotografar instalações, veículos ou pessoal militar, tampouco ataques ou quaisquer outros eventos relacionados ao conflito, uma vez que tal conduta pode, à luz da legislação local, resultar em detenção;
- Não divulgar, em redes sociais, imagens, vídeos ou textos relacionados ao conflito que possam ser considerados pelas autoridades locais como ofensivos à segurança nacional, sob o risco de detenção;
- Monitorar constantemente a mídia local;
- Não deixar o local de residência ou hospedagem sem antes se certificar de que as condições de segurança são favoráveis;
- Caso seu voo seja cancelado, procurar a companhia aérea imediatamente para a remarcação dos bilhetes;
- Verificar se os documentos de viagem estão em dia e com, no mínimo, seis meses de validade.
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