Quatro cidades da Itália estão em situação de emergência. De acordo com o Ministério da Saúde do País, neste final de maio, as temperaturas devem chegar entre 31° e 33° com sensação térmica entre 33º e 35°.
Esse tipo de alerta foi dado para Roma, Florença, Turim e Bolonha. Isto só acontece quando as condições meteorológicas e as temperaturas persistem por três ou mais dias consecutivos em que poderá ter complicações de saúde em pessoas saudáveis e não só as de grupo de risco ( idosos, crianças e pessoas com doença crônica).
Esse fenômeno é provocado por uma área de alta pressão conhecida como “Cúpula de Calor”, que mantém o ar quente vindo do norte da África sobre a Europa Ocidental. Além de Portugal, outros países europeus também vêm sendo afetados pelas temperaturas extremas, entre eles França, Itália e Reino Unido.
Na França, os impactos da onda de calor já preocupam as autoridades. Segundo informações oficiais, cinco pessoas morreram afogadas em rios, praias e lagos desde o último sábado (23), período em que o país passou a registrar temperaturas acima da média. A região da Bretanha está sob alerta laranja emitido pelo Météo-France, e o governo orientou as autoridades locais a reforçarem os cuidados com a população, especialmente durante a prática de atividades físicas.
Em Paris, o nível de alerta para altas temperaturas foi elevado para o segundo estágio. As autoridades orientam a população a evitar exposição ao calor nos horários mais críticos, reforçar a hidratação e limitar a prática de atividades físicas. O protocolo também prevê estado de atenção ampliada em hospitais e serviços públicos diante do aumento das temperaturas.
Futuro
Relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) projeta que as temperaturas devem ficar entre 1,3°C e 1,9°C acima da média no período de 2026 a 2030.
Os dados também apontam uma probabilidade de 86% de que, até 2030, ao menos um dos anos supere 2024 como o mais quente já registrado. Além disso, as temperaturas no Ártico, nos próximos cinco invernos do Hemisfério Norte (de novembro a março), devem ficar cerca de 2,8°C acima da média registrada entre 1991 e 2020.
O estudo também menciona o Brasil e indica que as projeções de precipitação entre maio e setembro mostram anomalias de chuva acima da média no Sahel, no norte da Europa, no Alasca e na Sibéria, enquanto a Amazônia deve registrar anomalias de seca no período de 2026 a 2030.
