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Saiba para onde Maduro será levado após incursão dos EUA na Venezuela

A captura de Maduro ocorre após uma escalada de sanções e pressões diplomáticas promovidas pelos EUA ao longo dos últimos meses
Saiba para onde Maduro será levado após incursão dos EUA na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (3) que as forças americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa durante uma operação militar realizada na madrugada em Caracas, capital da Venezuela. Segundo Trump, o casal foi transportado para o navio Iwo Jima, da Marinha americana, posicionado no mar do Caribe, e estaria a caminho de Nova York.

A ofensiva, conduzida em solo venezuelano por tropas dos EUA, ocorreu após meses de movimentações navais na região e intensificou a pressão exercida por Washington sobre o governo chavista desde o fim de 2025. Maduro responderá por ao menos quatro crimes, como narcotráfico e narcoterrorismo.

Em entrevista à Fox News, Trump declarou que “ainda está decidindo sobre o futuro da Venezuela”, mencionando a opositora María Corina Machado e a vice-presidente Delcy Rodríguez como possibilidades para a sucessão. Questionado, afirmou: “Tem a vice-presidente também”.

Nicolás Maduro está sendo levado para Nova York (Foto: Iago Y. Seo)

Transmissão ao vivo e negociação frustrada

Trump afirmou que acompanhou ao vivo a captura de Maduro, transmitida por agentes americanos diretamente de Caracas. O presidente norte-americano relatou que o ataque estava inicialmente previsto para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiado por condições climáticas adversas.

Segundo ele, houve uma tentativa de negociação diplomática uma semana antes da ofensiva. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse Trump.

De acordo com seu relato, Maduro e a esposa foram retirados da capital venezuelana por helicóptero e levados até o navio Iwo Jima — uma embarcação de assalto anfíbio com capacidade de projeção aérea e terrestre, equipada com aviões, helicópteros e fuzileiros.

Caracas sob ataque e decreto de comoção

Durante a madrugada, explosões atingiram diversas regiões de Caracas, gerando correria e interrupção no fornecimento de energia elétrica em bairros próximos à base aérea de La Carlota. Moradores relataram tremores, sobrevoo de aeronaves militares e presença de colunas de fumaça em instalações estratégicas. Vídeos com registros do ataque circularam nas redes sociais.

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Em resposta, o governo venezuelano divulgou nota oficial confirmando que o país estava sob ataque e acusou os EUA de promover uma “agressão imperialista” com objetivo de assumir o controle de recursos estratégicos, como petróleo e minerais. O comunicado afirma que Maduro assinou um decreto de estado de Comoção Exterior, convocando forças civis e políticas para “passar de imediato à luta armada”.

“A Venezuela se reserva ao direito de legítima defesa”, diz o texto, que também apela à mobilização de governos latino-americanos e caribenhos em solidariedade ao país.

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Operação vinha sendo articulada há meses

A captura de Maduro ocorre após uma escalada de sanções e pressões diplomáticas promovidas pelos EUA ao longo dos últimos meses. Em agosto, Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano. À época, a justificativa pública para a mobilização militar era o combate ao narcotráfico, mas fontes do governo americano indicavam, em caráter reservado, que o objetivo era a derrubada do regime chavista.

Em novembro, Maduro e Trump chegaram a conversar por telefone, mas as tratativas não avançaram. O governo dos EUA também declarou o Cartel de los Soles, supostamente liderado por Maduro, como organização terrorista.

Paralelamente, navios petroleiros venezuelanos foram apreendidos, embarcações sancionadas foram bloqueadas e o interesse americano sobre as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo, voltou a ganhar evidência.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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