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Suprema Corte dos EUA anula tarifas impostas por Donald Trump

Decisão por 6 a 3 conclui que presidente excedeu autoridade ao invocar legislação de 1977 para taxar importações
Trump exibindo a tabela do "tarifaço", China reage: Reprodução / Youtube/White House

A Suprema Corte dos Estados Unidos invalidou nesta sexta-feira (20) as tarifas amplas adotadas pelo presidente Donald Trump com fundamento em uma lei voltada a situações de emergência nacional, ao entender que o chefe do Executivo extrapolou os limites legais.

Por maioria de 6 votos a 3, os ministros mantiveram o entendimento de instância inferior de que o uso da legislação de 1977 não autorizava a imposição generalizada de tarifas.

O voto condutor foi redigido pelo presidente da Corte, John Roberts, que citou precedente do próprio tribunal para afirmar que o presidente precisa indicar “autorização clara do Congresso” ao reivindicar poder extraordinário para criar tarifas. Segundo ele, essa autorização não foi demonstrada. “Ele não pode”, registrou o magistrado.

A controvérsia teve origem em ação apresentada por empresas impactadas pelas medidas e por 12 estados norte-americanos, a maioria administrados por democratas. Os autores sustentaram que a iniciativa violava a divisão constitucional de competências. Trump reagiu a decisão da Suprema Corte, afirmando “ser uma vergonha”.

Competência tributária e lei invocada

A Constituição dos EUA atribui ao Congresso — e não ao presidente — a prerrogativa de instituir impostos e tarifas. Ainda assim, Trump recorreu à IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional) para justificar a cobrança de tributos sobre importações de quase todos os parceiros comerciais do país.

A legislação permite ao presidente regular transações comerciais em contexto de emergência nacional. Trump foi o primeiro mandatário a utilizá-la para instituir tarifas em larga escala, instrumento que passou a integrar sua estratégia de política econômica externa e desencadeou uma disputa comercial de alcance global.

Antes do julgamento, o presidente afirmou que avaliaria alternativas caso o tribunal decidisse contra a medida, mencionando a possibilidade de um “segundo plano”.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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