Wellington Ferreira da Silva, de 37 anos, teria dopado a ex-companheira e a obrigado a manter relações sexuais com outros homens durante o relacionamento. Segundo a mulher, os atos eram gravados e usados por ele para fazer ameaças. Este é o histórico de violência atribuído ao homem, que foi preso após dopar e espancar a ex-companheira e sequestrar a própria filha, de 10 anos, e fugir para o litoral de São Paulo.
Conforme noticiado anteriormente, Wellington foi preso na madrugada da última quarta-feira (7). Ele foi abordado por policiais militares ao lado da criança, que perceberam sinais de que ela precisava de ajuda. Ao tentar fugir, ele foi detido, e a criança foi colocada em segurança, até se reencontrar com a mãe.
A mãe da menina, Jéssica Ferreira da Silva, de 34 anos, relatou ter sofrido agressões físicas, psicológicas e sexuais durante o relacionamento com Wellington, que durou cerca de 11 anos. Segundo ela, pelo menos seis anos foram marcados por casos de violência, ameaças e tentativas frustradas de terminar a relação.
A defesa dele ainda não foi localizada pelo VTV News, mas o espaço segue aberto para manifestações.
Histórico de violência
Além da violência sexual, Jéssica afirmou que, em certo momento, precisou colocar placas na mandíbula após ter o osso quebrado e também sofreu fraturas nas costelas. Ela conseguiu se afastar definitivamente do suspeito em maio deste ano, com ajuda de vizinhos, durante um suposto episódio em que ele tentou estrangulá-la.
Mesmo depois da separação, as ameaças teriam continuado, inclusive após Wellington se mudar para Santa Catarina. Ainda segundo o relato de Jéssica, ele também teria enviado mensagens e publicado fotos com armas, além de tentar descobrir onde a ex-companheira trabalhava.
Sequestro
Em 20 de setembro, Jéssica caminhava com a filha em Barueri, na Grande São Paulo, quando foi abordada por Wellington, que teria mostrado uma arma e obrigado as duas a acompanhá-lo até um hotel. No local, mãe e filha teriam sido dopadas. A mulher relatou que foi agredida e estrangulada, chegando a perder a consciência.
Segundo Jéssica, Wellington fugiu com a criança acreditando que ela estivesse morta. A mãe conseguiu pedir ajuda horas depois, quando um casal ouviu seus gritos no hotel. Após receber atendimento médico, ela passou a procurar a filha e relatou que, durante duas semanas, o homem fez ameaças, uma delas afirmando que a polícia encontraria apenas o corpo da criança, e chegou a pedir dinheiro (veja abaixo).

Resgate
A criança foi encontrada 18 dias depois, em Praia Grande, por policiais militares que realizavam patrulhamento no bairro da Guilhermina. Durante a abordagem, sinais discretos feitos com os olhos chamaram a atenção dos policiais, que desconfiaram da situação e perceberam contradições na versão apresentada pelo pai.
Questionado sobre a situação, o homem tentou fugir. A PM perseguiu o suspeito até a Avenida Castelo Branco, onde ele foi localizado, mas resistiu à prisão e precisou ser algemado. Em seguida, foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde os policiais confirmaram que havia um mandado de prisão em aberto.
A Justiça havia determinado, em 28 de setembro, a busca e apreensão da menina e concedido a guarda unilateral à mãe. A decisão da 2ª Vara da Família e das Sucessões de Barueri também suspendeu o direito de convivência do pai com a filha até uma nova determinação judicial. O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado.
Como denunciar casos de violência contra a mulher
- Disque 190 – Polícia Militar
- Disque 180 – Polícia Militar – Central de Atendimento à Mulher
- Disque 181 – Disk Denúncia
- Delegacias de Defesa da Mulher – https://www.spportodas.sp.gov.br/sp-por-todas/seguranca_mulher/delegacias_da_mulher
- Delegacia Eletrônica da Polícia Civil – delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp
- Atendimento presencial em delegacias da polícia e salas DDM Online – https://prefeitura.sp.gov.br/web/direitos_humanos/w/mulheres/rede_de_atendimento/2096




