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Pipas na rede elétrica: CPFL alerta para alta de casos em Campinas e região

Com aumento de 6,5% nas ocorrências, distribuidora reforça campanha de segurança durante as férias escolares
Pipas na rede elétrica: uma pipa multicolorida presa em fios de postes com cabos espalhados, mostrando o risco de falta de energia e curto-circuito durante as férias em Campinas.

Campinas e região enfrentam um desafio crescente durante as férias escolares com o aumento de pipas na rede elétrica. Dados recentes da CPFL Paulista mostram que as interrupções de energia causadas por esse lazer subiram 6,5% entre janeiro e maio de 2026. O volume de casos passou de 1.746 para 1.859 ocorrências na área de concessão.

Campinas lidera as estatísticas regionais. A cidade registrou 277 episódios nos cinco primeiros meses de 2026. Esse número representa um crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2025, quando a CPFL contabilizou 249 casos.

Cidades da região apresentam números preocupantes

O cenário de alerta vai além de Campinas. Outros municípios próximos também registraram elevações expressivas no número de incidentes que envolvem pipas na rede elétrica monitorada pela CPFL:

  • Hortolândia: houve um salto significativo de 62 para 101 ocorrências, o que equivale a um crescimento de 63%.
  • Sumaré: o índice avançou de 61 para 81 casos, registrando uma alta de 33%.

Raphael Campos, gerente de Saúde e Segurança da CPFL Energia, defende que a população precisa equilibrar o lazer com a prudência. Ele afirma que soltar pipas é uma brincadeira tradicional e saudável. Contudo, essa atividade gera riscos graves quando ocorre perto da rede elétrica ou com o uso de cerol. O executivo destaca que a empresa promove a campanha Guardião da Vida para evitar que a diversão termine em acidentes ou cause falta de energia para milhares de consumidores.

Riscos e consequências do uso de cerol

A prática de soltar pipas perto de fios elétricos acarreta diversos perigos. As linhas que contêm cerol ou linha chilena provocam curtos-circuitos e desligamentos de energia em larga escala ao entrarem em contato com a rede.

Além do impacto no sistema elétrico, a linha abrasiva oferece risco direto à vida. Pedestres, ciclistas e motociclistas sofrem perigo constante devido à exposição a esses materiais cortantes nas vias públicas.

O que diz a legislação

O uso desses materiais é considerado crime. A Lei Estadual nº 17.201/2019 proíbe a fabricação, a comercialização e o uso de linhas com cerol ou linha chilena em todo o estado de São Paulo.

Além de estarem sujeitos a multas, os infratores que causarem acidentes podem responder criminalmente. Por isso, a recomendação das autoridades e da concessionária orienta que as pessoas escolham locais abertos. Esses locais devem estar longe de ruas movimentadas e, obrigatoriamente, distantes de qualquer estrutura da rede elétrica.

Criança solta pipa perto de postes e fios da rede elétrica, com pipa voando no céu, em alerta de conscientização para evitar acidentes.
A CPFL alerta que a presença de pipas na rede elétrica causa curtos-circuitos e coloca a vida de pedestres e motociclistas em risco. (Foto: Divulgação)


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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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