Percepção do poder de compra piorou no Brasil segundo levantamento da Genial/Quaest

O levantamento aponta que 81% dos entrevistados acreditam que o poder de compra diminuiu no último ano.
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A percepção sobre a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). 

O levantamento aponta que 81% dos entrevistados acreditam que o poder de compra diminuiu no último ano. Além disso, 88% notaram alta nos preços dos mercados, enquanto 70% perceberam aumento nos combustíveis e 65% afirmaram que as contas de luz e água ficaram mais caras no último mês.

A pesquisa, realizada entre 27 e 31 de março com 2.004 entrevistas presenciais em 120 municípios, também revela que a dificuldade para encontrar emprego cresceu. Para 53% dos entrevistados, conseguir uma vaga no mercado de trabalho está mais difícil.

Baixa popularidade e cenário econômico

O cenário econômico impacta diretamente na avaliação do governo Lula. Segundo a Genial/Quaest, o índice de desaprovação subiu para 56%, mesmo percentual daqueles que consideram que a economia piorou no último ano. Em janeiro, esse número era de 39%. No Nordeste, reduto petista, a reprovação cresceu de 37% para 46%, enquanto a aprovação caiu de 59% para 52%. No Sul, a rejeição é a maior entre as regiões, atingindo 64%.

Comparando os governos, 53% consideram o atual mandato de Lula pior que os dois anteriores (2003-2010). Já 43% acreditam que a gestão do petista é inferior à do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 39% avaliam que Lula tem um desempenho melhor.

Pesquisa da Genial/Quaest; avaliação do governo Lula (Imagem: Reprodução)

Prévia da inflação de março

A prévia da inflação oficial registrou alta de 0,64% em março, desacelerando em relação a fevereiro, quando o índice foi de 1,23%. Apesar da perda de ritmo, o resultado é o mais elevado para o mês desde 2023, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE. A expectativa do mercado era de um avanço de 0,7%.


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No acumulado de 12 meses, a inflação alcançou 5,26%, ampliando a distância em relação ao teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, que permite uma variação de até 4,5%. O índice acumulado é o maior desde o início de 2023.

O grupo de alimentação e bebidas teve o maior impacto sobre o IPCA-15, com alta de 1,09%. O encarecimento de alimentos consumidos em casa, que subiram 1,25% no mês, foi impulsionado por aumentos expressivos no preço dos ovos (+19,4%), do tomate (+12,6%) e do café moído (+8,5%)

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