Uma mulher foi presa em flagrante por suspeita de maus-tratos contra uma bebê de dois meses em Sumaré, na Região Metropolitana de Campinas. A criança estava abaixo do peso, não tinha registro civil e apresentava diagnóstico de sífilis e sequelas neurológicas. O caso ocorreu na segunda-feira (10), no bairro Condomínio Coronel, na região do Nova Veneza.
Denúncia mobilizou Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar recebeu uma denúncia anônima sobre a situação da bebê e enviou uma conselheira para verificar o caso, segundo a Polícia Civil.
Ao chegar ao endereço, a conselheira encontrou a criança em condições precárias e acionou a Polícia Militar. O boletim de ocorrência aponta que a bebê estava visivelmente abaixo do peso e não tinha registro civil.
Documentos apresentados durante o atendimento também indicaram que a criança tinha sífilis e apresentava sequelas neurológicas.
Documentos indicaram presença de cocaína
Segundo a investigação, documentos analisados pelo Conselho Tutelar indicaram a presença de traços de cocaína no organismo da bebê.
Durante o atendimento, a mãe disse à polícia que usa drogas. Ela também afirmou que não registrou a filha porque tinha um documento de identidade antigo.
A mulher contou ainda que tinha outros filhos, mas não soube dizer quantos eram nem onde estavam. O Conselho Tutelar identificou outros cinco filhos além da bebê.
Mãe teria deixado bebê sozinha
A Polícia Civil também apurou que a suspeita deixava a criança sozinha para ir a locais de venda de drogas.
Diante da situação, os policiais prenderam a mulher em flagrante por suspeita de maus-tratos. Depois, ela foi levada para a Cadeia Pública de Monte Mor, onde ficou à disposição da Justiça.
O Conselho Tutelar assumiu os cuidados da bebê e encaminhou a criança para acolhimento institucional.
Até a última atualização do caso, as autoridades não haviam informado se a bebê precisou de internação nem qual unidade de saúde realizou eventual atendimento.
DDM investiga o caso
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré conduz a investigação. A polícia pretende esclarecer as circunstâncias em que a criança vivia e apurar possíveis responsabilidades relacionadas aos demais filhos citados no atendimento.