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Investigação sobre queda de avião em Mogi Mirim avança com o Cenipa

Técnicos fizeram medições no local do acidente e levaram componentes da aeronave para perícia; investigação também vai analisar abastecimento e manutenção
Investigação sobre queda de avião em Mogi Mirim avança com o Cenipa: homem ao lado de uma aeronave em cenário de apuração.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) avançou nas apurações sobre a queda do avião experimental que matou o piloto Leonardo Bezerra Pinheiro, de 25 anos, em Mogi Mirim. Na manhã desta quinta-feira (30), técnicos voltaram ao local do acidente, fizeram medições e recolheram peças da aeronave. Agora, o material seguirá para perícia, que busca identificar os fatores que provocaram a queda.

Técnicos retornam ao local do acidente

O acidente ocorreu por volta das 16h30 de quarta-feira (29), a cerca de 700 metros da pista do Aeroporto de Mogi Mirim. Durante a nova etapa da investigação, os especialistas documentaram a área, registraram medidas e recolheram componentes do avião.

Em seguida, o Cenipa encaminhará as peças para laboratórios em São José dos Campos e Brasília, onde peritos realizarão análises técnicas.

Segundo o órgão, a investigação tem caráter preventivo. Por isso, o objetivo é identificar os fatores que contribuíram para o acidente e, assim, evitar novas ocorrências. Além disso, o Cenipa reforça que o trabalho não tem prazo para terminar e não busca apontar culpados.

Paralelamente, equipes das polícias Civil e Científica realizaram a perícia no local e coletaram vestígios. A Delegacia de Mogi Mirim conduz a investigação criminal.

Bombeiros controlaram incêndio em dez minutos

O Corpo de Bombeiros foi a primeira equipe especializada a chegar à área da queda. De acordo com o sargento Fernando Costa, os militares levaram cerca de dez minutos para controlar as chamas provocadas pelo impacto.

No entanto, quando os bombeiros chegaram, Leonardo Bezerra Pinheiro já estava morto. O incêndio carbonizou o corpo do piloto.

Abastecimento e manutenção entram no foco da investigação

Além da análise dos destroços, os investigadores vão verificar como ocorreu o abastecimento da aeronave e revisar o histórico de manutenção do avião.

Segundo o proprietário da escola de aviação Sport Pilot, Leonardo pediu uma quantidade de combustível acima da normalmente utilizada em voos locais. Conforme explicou, o piloto pode ter tomado essa decisão como medida de segurança diante da possibilidade de mudança nas condições do tempo, o que permitiria uma eventual arremetida, espera ou deslocamento para outro aeroporto. Ainda assim, essa hipótese segue sem confirmação.

Além disso, o Cenipa deve ouvir os responsáveis pelo abastecimento e pela manutenção da aeronave.

Piloto se preparava para atuar na aviação comercial

Leonardo trabalhava havia cerca de dois anos na escola Sport Pilot, onde exercia as funções de instrutor de voo e gestor de segurança operacional.

Conforme o proprietário da empresa, o piloto era experiente, mantinha toda a documentação em situação regular e se preparava para ingressar na aviação comercial.

Peças passarão por perícia técnica

O avião envolvido no acidente foi fabricado em 2004 e possuía classificação experimental. Segundo especialistas, esse tipo de aeronave não passa pelo mesmo processo de certificação exigido para aeronaves certificadas. Ainda assim, essa característica, por si só, não significa que o modelo seja mais perigoso.

Agora, os peritos vão analisar as peças recolhidas para verificar, entre outros pontos, se houve alguma falha mecânica. Somente após a conclusão dos laudos técnicos será possível identificar os fatores que contribuíram para a queda da aeronave.

Leia:
Piloto morre após queda de avião experimental em Mogi Mirim; veja o que se sabe


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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