A Polícia Civil de Goiás recuperou do celular da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, um vídeo que registra o instante em que ela é surpreendida e atacada no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas. A gravação foi restaurada após o aparelho ser encontrado dentro de uma caixa de esgoto e divulgada nesta quinta-feira (19).
Daiane estava desaparecida havia 40 dias. Ela foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo para verificar uma queda de energia no edifício. Até então, as imagens finais conhecidas eram de câmeras do elevador, que registraram sua descida.
Dinâmica do ataque
O vídeo foi feito pela própria vítima, mas não chegou a ser enviado a ninguém. Na gravação, Daiane relata que deixa o elevador e segue até o disjuntor. Em determinado momento, menciona que o síndico está no subsolo. Instantes depois, é atacada por trás.
De acordo com a investigação, o síndico Cléber Rosa de Oliveira teria agido de forma premeditada. Ele estava encapuzado, com o rosto coberto e luvas nas mãos. O carro, com a capota aberta, já estava posicionado no local. A apuração indica que o suspeito acessou a garagem pelo portão lateral.
A polícia afirma que a corretora não foi morta no prédio. Após ser rendida, ela foi retirada da garagem e levada a uma área de mata, onde sofreu dois disparos na cabeça. A força-tarefa concluiu que o crime foi executado com planejamento e frieza, afastando qualquer hipótese de ato abrupto ou impulsivo.
Confissão e localização do corpo
No dia 28 de janeiro, Cléber confessou o homicídio e conduziu os agentes até o ponto onde ocultou o corpo, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas.
A investigação aponta que Daiane e o síndico mantinham desavenças há mais de um ano relacionadas à administração de apartamentos pertencentes à família da corretora no condomínio. Além de Cléber, o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso por envolvimento no homicídio.