O Ministério Público do Estado de São Paulo formalizou nesta sexta-feira (21), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), uma denúncia contra oito suspeitos pela morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes.
Após o assassinato, ocorrido em 15 de setembro, a Secretaria de Estado da Segurança Pública criou uma força-tarefa para apurar o crime. A primeira fase das investigações da Polícia Civil concluiu que os oito denunciados planejaram e executaram o atentado. Fontes teria se tornado alvo de uma ordem do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC), em razão de sua atuação contra a facção.
Planejamento do crime começou meses antes
De acordo com a polícia, o plano começou a ser arquitetado em março deste ano, com furtos de veículos, aquisição de armas e aluguel de imóveis usados para monitoramento e apoio logístico. No dia do crime, os executores emboscaram a vítima na saída da prefeitura de Praia Grande, onde ele atuava como secretário de Administração.
O carro em que estava foi alvejado com dezenas de disparos de fuzis. Após a execução, os criminosos incendiaram um dos veículos utilizados e fugiram em seguida.
Em nota, o MPSP pontua que “o delito foi praticado com emprego de armas de fogo de uso restrito, em emboscada, e resultou também em duas tentativas de homicídio contra transeuntes atingidos por disparos. As investigações apontaram que os denunciados utilizaram veículos furtados, imóveis de apoio na Baixada Santista e aplicativos de transporte para viabilizar a ação”.
Os nomes dos acusados ainda não foram oficialmente divulgados.