Um homem de 46 anos, que estava foragido da Justiça, foi preso em Guarujá, no litoral de São Paulo, suspeito de envolvimento em crimes sexuais. De acordo com a Polícia Civil, Edson da Cruz se apresentava como líder religioso de matriz africana para conquistar a confiança das mulheres e, em seguida, cometer os abusos.
Ele foi localizado na própria residência, na Rua Manoel Penelas, no bairro Vila Santa Rosa, por ser alvo de mandado de prisão temporária expedido pela Justiça de Santos. A captura ocorreu na última segunda-feira (9), em ação conjunta da Delegacia Sede do Guarujá e da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Após os procedimentos na delegacia, o suspeito foi encaminhado à cadeia pública, onde permanece à disposição da Justiça. A investigação apura denúncias de estupro e segue em andamento. Pelo menos quatro vítimas já foram identificadas, e a polícia continua colhendo depoimentos diante da possibilidade de novos casos.
Como o suspeito agia
O caso foi registrado como captura de procurado. Segundo as investigações, o homem escolhia, principalmente, mulheres que enfrentavam problemas de saúde ou dificuldades emocionais. A elas, prometia cura por meio de supostos rituais espirituais, em uma “aproximação planejada para ganhar a confiança das vítimas”.
Durante os encontros, ele oferecia bebidas preparadas com ervas, apresentadas como parte de um processo de purificação. Após ingerirem o líquido, as mulheres relatam que ficavam entorpecidas. A substância teria efeito alucinógeno, o que as deixava em situação de vulnerabilidade. Nesse contexto, os abusos teriam ocorrido.
Ainda conforme a apuração, o suspeito afirmava que a etapa final do ritual envolvia relações sexuais. A Polícia Civil aponta que ele se aproveitava da fragilidade das vítimas para cometer os crimes. Duas mulheres foram identificadas em Guarujá e duas em Osasco. Edson também possui registros anteriores por violência doméstica e ameaça contra uma ex-companheira.