O influenciador Gleiciano Martins de Sousa, conhecido como Junior Azevedo, pode voltar à prisão após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. O Ministério Público do Ceará solicitou a revogação da liberdade provisória do investigado.
MP aponta descumprimento de regras judiciais
Segundo o Ministério Público, o influenciador desrespeitou as condições impostas para permanecer em liberdade. Entre elas, estava a proibição de uso das redes sociais.
No entanto, ele continuou ativo na internet. Além disso, criou um novo perfil e passou a publicar conteúdos com frequência. Dessa forma, o órgão entende que houve descumprimento reiterado das medidas.
Investigação envolve fraudes e jogos ilegais
De acordo com as investigações, Gleiciano Martins de Sousa teria participação em esquemas de estelionato e divulgação de jogos de azar ilegais.
Além disso, o Ministério Público aponta que o influenciador movimentou mais de R$ 5 milhões em poucos meses. Por outro lado, ele também teria recebido transferências diretas de integrantes da organização criminosa.
Atuação nas redes era parte do esquema
Segundo os investigadores, a presença digital do influenciador era essencial para o funcionamento das fraudes. Isso porque ele utilizava as redes sociais para atrair vítimas e divulgar plataformas ilegais.
Além disso, a exposição constante ajudava a ampliar o alcance das atividades ilícitas. Dessa maneira, a atuação online se tornava parte central do esquema.

Caso já foi alvo de operação policial
O influenciador já havia sido investigado em uma operação conduzida pela Polícia Civil do Ceará. Na ocasião, as autoridades cumpriram mandados contra influenciadores envolvidos na promoção de jogos ilegais.
Além disso, a operação resultou em prisões e apreensões em diferentes estados.
Defesa contesta pedido de prisão
Por outro lado, a defesa afirma que o influenciador não representa risco à ordem pública. Além disso, sustenta que a prisão seria desproporcional neste momento.
Os advogados também informaram que ainda não há decisão judicial determinando nova prisão.
Justiça ainda vai analisar pedido
Por fim, o pedido do Ministério Público será analisado pelo Judiciário. Recentemente, o Tribunal de Justiça negou um habeas corpus preventivo apresentado pela defesa.
Nesse sentido, os magistrados apontaram indícios de descumprimento das medidas cautelares, o que pode justificar a prisão preventiva.