Um homem de 23 anos perdeu parte do dedo mínimo da mão direita na manhã deste sábado (20), em Praia Grande, na Baixada Santista, após ser atingido por um fio telefônico solto enquanto passava de moto com a esposa. O acidente aconteceu por volta de 9h30, na Avenida São Francisco de Assis, no bairro Ilha das Caieiras.
O VTV News apurou que o acidente aconteceu no momento em que um profissional de telefonia realizava serviços de fiação. A esposa da vítima, que preferiu não ser identificada, relatou que dois fios estavam soltos e o profissional estava mexendo neles. Um dos cabos quase atingiu o pescoço do jovem, mas ele conseguiu desviar a cabeça e colocou a mão para se proteger.
Em decorrência do impacto, o homem perdeu parte do dedo. “Assim que aconteceu, a gente rapidamente tirou a blusa dele para ele amarrar na mão. Ele amarrou, montamos na moto e ele foi assim mesmo até o pronto-socorro”, contou a mulher, de 21 anos. Um vídeo obtido mostra o dedo da vítima com sangramento imediato após o acidente (assista a seguir).
Risco de amputação
Depois do acidente, o casal seguiu de moto até o Pronto-Socorro (PS) Quietude, a aproximadamente 3,5 km. No local, aguardaram cerca de duas horas até conseguir o encaminhamento para o Hospital Irmã Dulce, já que as ambulâncias disponíveis não podiam transportar o paciente sem a autorização do hospital de destino, segundo o relato.
A vítima está sob acompanhamento médico, e a família aguarda o resultado da cirurgia, que pode definir se o dedo poderá ser reconstruído ou não. Segundo a esposa, ainda há risco de amputação caso o procedimento não seja bem-sucedido.

Deboche
Por fim, a esposa afirma que o funcionário da empresa voltou ao local depois do acidente. Ele teria cortado os fios, enrolado o material e jogado em um matagal próximo, além de debochar da situação diante do casal em choque. Segundo a mulher, o carro utilizado pelo trabalhador estava estacionado na via, aberto e com escada e materiais de serviço visíveis.
A empresa responsável pelo serviço, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) e a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), responsável pela administração do Hospital Irmã Dulce, foram procuradas para comentar o caso. Entretanto, até a última atualização desta reportagem, nenhuma das instituições se manifestou.