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Operação revela laboratório de cocaína e prende três investigados em Rio Claro

Ação conjunta do BAEP e GAECO cumpriu mandados contra integrantes do grupo conhecido como "Bonde do Magrelo", investigado por homicídios, tráfico de drogas e distribuição de armas
Policiais da Polícia Militar acompanham detidos em área externa com viaturas caracterizadas, durante operação que investiga laboratório de cocaína em Rio Claro e prende investigados.

Uma operação conjunta do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (10º BAEP) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do núcleo regional de Piracicaba, resultou na prisão de três investigados na manhã desta terça-feira (7), em Rio Claro. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra suspeitos de integrar o grupo conhecido como “Bonde do Magrelo”, apontado pelas investigações como ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV). Durante as diligências, as equipes ainda localizaram um laboratório utilizado para o refino e adulteração de cocaína.

Mandados miraram grupo investigado por homicídios

A operação ocorreu simultaneamente em diferentes endereços de Rio Claro e teve como alvo investigados suspeitos de participação em organização criminosa. Segundo as investigações, os integrantes do chamado “Bonde do Magrelo” estariam envolvidos em homicídios e também atuariam na logística de distribuição de armas de fogo e entorpecentes na região.

Ao todo, a Justiça expediu três mandados de prisão preventiva, todos cumpridos durante a operação, além de mandados de busca e apreensão domiciliar.

Para executar as ordens judiciais, a ação mobilizou 20 policiais militares do 10º BAEP, distribuídos em seis viaturas operacionais, além de três equipes do SIPOM, formadas por seis agentes.

Laboratório de refino de cocaína foi encontrado durante as buscas

Em um dos imóveis vistoriados, localizado no bairro Parque Flórida, os policiais localizaram uma estrutura utilizada para o preparo e adulteração de cocaína.

No local, as equipes apreenderam uma prensa hidráulica, balança de precisão, peneira, fogareiro, liquidificador e 11 pacotes contendo substâncias utilizadas para aumentar o volume da droga antes da comercialização. Entre os materiais encontrados estavam tetracaína, lidocaína, cafeína e outros insumos químicos comumente utilizados no chamado “esticamento” da cocaína.

Além disso, os policiais localizaram quatro vasos com plantas de maconha cultivadas na residência.

Imagem em dois quadros mostra um espaço com vasos contendo plantas de maconha e, em outro, sacos com substâncias químicas e balança de precisão apreendidos em laboratório de cocaína em Rio Claro, em operação policial.
Operação apreendeu materiais usados no refino de cocaína, insumos químicos e quatro pés de maconha em um imóvel de Rio Claro. Foto: Divulgação/10º BAEP

Investigado admitiu participação na atividade criminosa

Segundo o BAEP, o imóvel funcionava como um laboratório destinado ao refino da droga. Durante a operação, um dos investigados admitiu participação na atividade ilícita.

Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, ele também recebeu voz de prisão em flagrante por tráfico de drogas. Na sequência, os policiais o encaminharam ao Plantão Policial, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Celulares e equipamentos passarão por perícia

Durante a operação, as equipes também apreenderam dois aparelhos celulares e um equipamento DVR, responsável pelo armazenamento de imagens de câmeras de segurança.

Os dispositivos foram recolhidos pelo GAECO e passarão por perícia. A expectativa é que a análise do material eletrônico contribua para identificar outros envolvidos e fortalecer as investigações sobre a atuação da organização criminosa.

A operação segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades conforme o avanço das investigações.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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