Um médico anestesiologista de 76 anos, identificado como Artur Udelsmann, foi preso em flagrante por maus-tratos a animal na manhã de quinta-feira (29), após executar com um disparo de arma de fogo o próprio cachorro da raça rottweiler, em Campinas (SP).
A Justiça converteu a prisão em preventiva nesta sexta-feira (30), durante audiência de custódia. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial da cidade.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), a Polícia Militar foi acionada para verificar uma possível invasão à antiga residência do casal, na Avenida Professor Atílio Martini, e encontrou o cão morto com sinais compatíveis com ferimento por projétil.
O médico confessou aos policiais que havia tentado sacrificar o animal, que estaria doente e convulsionando, mas que, diante da situação, decidiu usar o revólver calibre .38 para encerrar o sofrimento do cachorro.

Ainda de acordo com a PM, a esposa do médico estava no local e teria informado que permaneceu do lado de fora da casa durante o ocorrido. O casal tentou limpar os vestígios antes da chegada dos agentes.
No carro do indiciado, os policiais encontraram a arma com 10 munições intactas e duas deflagradas, além de um porrete de madeira, seringas, panos com sangue e outros itens usados na tentativa de contenção e eutanásia improvisada do animal. A arma estava com registro vencido desde 2012.
Exames periciais e qualificações criminais
Peritos criminais foram acionados para realizar exames no local. O caso foi inicialmente enquadrado como maus-tratos a animal, com base na legislação federal de proteção à fauna, e também como porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, devido à irregularidade documental do armamento.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do médico até o momento. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.