Uma mãe de 29 anos vive um drama após o desaparecimento da filha, de 10 anos. Segundo relatou ao VTV News, a menina viajou de Ibiporã, no Paraná, para Santos, no litoral de São Paulo, onde passaria as férias de julho com a avó paterna, de 50 anos. O combinado era que ela retornasse antes do início das aulas do segundo semestre, mas isso não aconteceu.
Evelin Kawane Caetano Vieira, mãe de Emanuelly da Costa Caetano, afirma que nunca impediu o contato da filha com a família paterna. No entanto, relata que a avó descumpriu o acordo de devolvê-la e, desde então, o paradeiro da criança é desconhecido. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil por meio do 5º Distrito Policial (DP) de Santos.
De acordo com Evelin, em outras ocasiões a avó paterna viajou da Baixada Santista até o Paraná para ver a neta. Desta vez, buscou a menina em julho e deveria devolvê-la até o dia 28, antes da retomada das aulas e de um curso de informática recém-iniciado pela criança, mas não cumpriu o combinado (entenda situação a seguir).
Avó alegou problemas de saúde para atrasar devolução
Após a data combinada, a avó começou a apresentar justificativas para não devolver a neta. Evelin contou que recebeu atestados médicos e mensagens com diferentes versões da história. Enquanto isso, já no mês de agosto, a menina acumulava faltas na escola e perdeu parte do curso de informática.
No dia 10 de agosto, Evelin conseguiu falar com Emanuelly por telefone, mas a avó afirmou que só a devolveria no fim do mês. A mãe não concordou e, no dia seguinte, procurou o Conselho Tutelar no Paraná, onde residia até então. Ela também informou a escola sobre a ausência prolongada da filha.
Segundo Evelin, a situação piorou quando a avó alegou que o filho havia entrado com pedido de guarda. A mãe afirma que já possui documentos que comprovam a guarda legal e, com orientação da Defensoria Pública, registrou boletim de ocorrência (BO) para dar início à investigação.

Onde está Emanuelly?
Após registrar o BO, Evelin deixou o Paraná e viajou até Santos em busca da filha. Com o apoio do Conselho Tutelar, ela foi até a casa da avó paterna da criança, mas encontrou o imóvel vazio. Evelin também procurou a menina na residência de uma ex-madrasta, onde, segundo informações, a filha teria passado alguns dias – no entanto, novamente, não obteve sucesso.
De acordo com Evelin, a avó paterna levou a criança embora e não retornou. Em uma mensagem enviada posteriormente, a mulher afirmou apenas que estavam “viajando”. Dias depois, uma vizinha relatou ter visto a avó em Araraquara. Em outra ocasião, Evelin disse ter reconhecido a mulher e o marido circulando de carro em Itanhaém, mas não conseguiu abordá-los.
Oficiais de Justiça também estiveram na casa da avó e em outros endereços de familiares, já que há um mandado judicial para a busca e apreensão da criança, mas a menina não foi localizada em nenhum dos locais visitados. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o caso foi registrado como desaparecimento de pessoa e subtração de incapaz.