Uma mulher de 37 anos, identificada como Paula Santos da Silva, foi morta a facadas na noite desta segunda-feira (13), em São Vicente, no litoral de São Paulo. O assassinato aconteceu após ela deixar o shopping onde trabalhava. O suspeito, Severino Alves Pereira, de 56 anos, confessou o crime e foi preso em flagrante.
De acordo com o boletim de ocorrência, Paula foi seguida pelo agressor na Rua Tibiriçá, no Centro, e, durante uma discussão, foi atingida por golpes de faca na barriga e no pescoço. O crime foi capturado por uma câmera de monitoramento, cujas imagens foram obtidas pelo VTV News (assista a seguir).
Mesmo ferida, Paula conseguiu se arrastar por alguns metros até a Rua Frei Gaspar, onde morava. Equipes do Corpo de Bombeiros (Cobom) foram acionadas para prestar socorro, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada no local por um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo o delegado Marcos Alexandre Alfino, o suspeito recebeu ligações de funcionários do prédio onde a vítima morava, que não sabiam da autoria do crime, informando sobre o ocorrido. Ele decidiu voltar ao local e disse aos policiais que queria saber como estava a filha de Paula, por quem afirmou ter carinho. Acompanhado de um agente, entrou no apartamento para retirar a criança, que posteriormente foi entregue ao pai.
Confessou crime
Na delegacia, Severino foi confrontado com imagens de câmeras de monitoramento e acabou confessando o crime. Ele contou que atacou Paula após ela sair do trabalho e, em seguida, foi até a Ponte Pênsil para descartar a faca usada no assassinato. Depois, seguiu para a Praça da Biquinha, onde lavou as mãos. O homem foi autuado em flagrante por feminicídio com recurso que dificultou a defesa da vítima e emboscada.

Severino prestava serviços de manutenção no prédio onde a vítima morava e os dois tiveram um breve relacionamento, que durou cerca de três meses. O suspeito chegou a afirmar à polícia que havia marcado um casamento com ela, mas Paula o bloqueou no celular e pediu que ele não fosse mais ao apartamento.
“Foi uma investigação muito rápida e vitoriosa, onde o mérito ficou para os policiais de plantão que tiveram o tirocínio de analisar a conversa, primeiro [do suspeito] e depois de todos os indícios que estavam relacionados ao fato, no sentido de indicar a autoria para esse cidadão, que, ao ser apontado, não conseguiu manter a sua versão e confessou a prática do crime”,
afirmou o delegado à VTV, afiliada do SBT.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), Severino permanece à disposição da Justiça. A defesa dele não foi localizada até o momento, mas o espaço para eventuais manifestações segue aberto.
*Com informações da repórter Marcela Damore