Uma mulher foi presa em flagrante por suspeita de maus-tratos a animais após uma fiscalização em uma residência no bairro Caetetuba, em Atibaia. Durante a ação, equipes encontraram gatos confinados em um carrinho de supermercado, cães em condições precárias e um cão morto no imóvel. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso.
Denúncias motivaram fiscalização
A ocorrência começou após o gabinete do vereador Lucas Cardoso, que atua na área de Bem-Estar Animal, receber diversas denúncias sobre a situação dos animais no imóvel. Segundo as informações, cães e gatos estariam sem acesso adequado à água e alimentação.
Diante das denúncias, representantes do gabinete, da Secretaria Municipal do Bem-Estar Animal e outros profissionais foram até a residência, localizada na Avenida Jerônimo de Camargo, para verificar a situação.
Gatos estavam confinados em carrinho de supermercado
Durante a vistoria, a equipe encontrou quatro gatos confinados dentro de um carrinho de supermercado. Conforme o boletim de ocorrência, os animais não tinham acesso à água nem à alimentação e permaneciam em um espaço que impedia a livre movimentação.
Além disso, os fiscais constataram que o imóvel apresentava condições insalubres, com fezes e urina espalhadas pelos cômodos, forte odor e ambiente considerado inadequado para a permanência dos animais.
Cães debilitados e animal morto
Os agentes também encontraram três cães em estado físico debilitado. A equipe resgatou dois deles imediatamente.
Um terceiro cão permaneceu no imóvel por apresentar comportamento agressivo. Segundo os responsáveis pela fiscalização, uma nova ação será planejada para garantir o resgate do animal com segurança. Além desses, havia outros três cães na residência.
Durante a vistoria, a equipe ainda localizou um cão morto. De acordo com os fiscais, o animal já estava sem vida havia alguns dias. O corpo foi encaminhado para perícia.
Mulher permaneceu presa
Após a fiscalização, os agentes conduziram a moradora ao Plantão Policial de Atibaia. A autoridade policial confirmou a prisão em flagrante por suspeita de maus-tratos contra cães e gatos, crime previsto na Lei de Crimes Ambientais.
Como a pena máxima prevista para esse tipo de crime ultrapassa quatro anos de prisão, a legislação não permite a concessão de fiança na delegacia. Por isso, a investigada permaneceu presa.
Agora, a Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
*Imagens: Jornal Mais Bragança*