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Grupo suspeito de agiotagem e sequestro é alvo de operação em Piracicaba

Gaeco e Baep cumprem mandados contra grupo investigado por cobrar juros abusivos e ameaçar vítimas na cidade
Gaeco e Baep cumprem mandados contra grupo investigado por cobrar juros abusivos e ameaçar vítimas na cidade

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Militar realizam, nesta terça-feira (1º), uma operação contra um grupo suspeito de praticar agiotagem em Piracicaba (SP). A ação investiga cobranças de juros abusivos e casos de violência contra devedores. Entre as suspeitas está o sequestro de uma vítima que teria atrasado o pagamento de uma dívida.

Inicialmente, o MP-SP informou que cumpriria seis mandados de prisão e dez de busca e apreensão. Entretanto, o balanço parcial divulgado durante a manhã apontou sete prisões. Além disso, as equipes apreenderam armas, munições, veículos, dinheiro, celulares, computador e drogas.

Investigação aponta ameaças contra vítimas

Segundo a investigação, o grupo cobrava dívidas com juros abusivos e utilizava ameaças para pressionar os devedores. Dessa forma, os suspeitos teriam recorrido à violência para garantir os pagamentos.

Em um dos casos, uma vítima atrasou o pagamento de uma dívida e, posteriormente, começou a receber ameaças de morte. Na sequência, integrantes do grupo teriam sequestrado a pessoa e a mantido em cativeiro para obrigá-la a pagar o valor exigido.

Além disso, os investigadores apuram o desaparecimento do veículo dessa vítima. Conforme a polícia, os suspeitos teriam utilizado o carro como garantia para o pagamento da dívida.

Gaeco e Baep atuam em Piracicaba

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-SP, coordena a Operação “Prazo Final” com o apoio do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (10º Baep).

Nesta terça-feira, as equipes cumprem mandados em endereços residenciais e comerciais de Piracicaba. Durante as buscas, os agentes procuram documentos, celulares, computadores, dinheiro, veículos e outros materiais relacionados à investigação.

Além disso, as equipes buscam localizar bens e valores que possam ter ligação com os crimes investigados. A operação também tem como objetivo preservar a integridade da vítima envolvida no caso de sequestro.

O nome “Prazo Final” faz referência ao período estabelecido pelos suspeitos para o pagamento da dívida. Segundo a investigação, os criminosos acompanhavam a cobrança com ameaças de morte.

MP e Baep apreendem armas, drogas, celulares e veículos em operação contra agiotagem em Piracicaba. Foto: Polícia Militar de Piracicaba/Baep/Reprodução.
MP e Baep apreendem armas, drogas, celulares e veículos em operação contra agiotagem em Piracicaba. Foto: Polícia Militar de Piracicaba/Baep/Reprodução.

Operação registra sete prisões

Até a manhã desta terça-feira (1º), os policiais haviam prendido sete pessoas. Além das prisões, a operação resultou na apreensão de diferentes materiais.

Confira o balanço parcial:

  • três armas de fogo;
  • 46 munições;
  • cinco carros;
  • quatro motocicletas;
  • 12 celulares;
  • um notebook;
  • R$ 16,8 mil em dinheiro;
  • porções de drogas, incluindo cocaína e dry.

Enquanto as equipes cumprem os mandados, os investigadores também analisam os materiais encontrados nos imóveis. Com isso, a polícia pretende reunir novas provas sobre a atuação do grupo.

Suspeitos podem responder por vários crimes

A investigação apura, em tese, crimes de extorsão mediante sequestro, ameaça, agiotagem, roubo e associação criminosa.

No entanto, a apuração ainda não terminou. Por isso, o Ministério Público e as forças policiais vão analisar as provas recolhidas durante a operação e verificar a participação de cada investigado.

Além disso, novas diligências podem ocorrer caso os investigadores encontrem outros elementos relacionados aos crimes.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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