A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre a morte de Maria Eduarda, jovem que morreu após ser lançada de uma ponte de aproximadamente 40 metros sem as cordas de segurança, em Limeira, no interior paulista, e indiciou mais uma pessoa pelo caso. Eveline dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do grupo Entrecordas, foi indiciada por fraude processual e homicídio qualificado com dolo eventual. Os investigadores também solicitaram a conversão da prisão temporária dela em prisão preventiva.
Suspeita de atrapalhar as investigações
De acordo com a Polícia Civil, Eveline teria ocultado perfis em redes sociais que poderiam contribuir com o andamento das investigações. Além disso, ela é suspeita de ter orientado integrantes do grupo a esconder a câmera utilizada pela vítima durante o salto.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Andrea Levy, as diligências realizadas até o momento não permitiram identificar quem retirou o equipamento, que segue desaparecido.

Grupo atuava de forma informal
No relatório final, a Polícia Civil descreve o Entrecordas como um grupo marcado pela falta de organização e de protocolos de segurança. As investigações apontaram ausência de definição clara de funções entre os integrantes, falhas técnicas dos instrutores e deficiência nos procedimentos de conferência dos equipamentos utilizados nos saltos.
Ainda conforme a apuração, o grupo operava de maneira informal, sem uma estrutura de segurança adequada para a atividade. Por esse motivo, os envolvidos foram indiciados por homicídio com dolo eventual, entendimento jurídico aplicado quando os investigados assumem o risco de provocar a morte.
Dois investigados tiveram prisões revogadas
Na conclusão do inquérito, a Polícia Civil solicitou a revogação das prisões de Gabriel Barros Martins e João Antonio Piveta por falta de provas suficientes para mantê-los detidos.
Outros dois investigados seguem respondendo ao processo em liberdade. Entre eles está Luís Gustavo de Oliveira, que, segundo a investigação, prestava serviços ao grupo, mas não participava diretamente da operação do salto.
Em depoimento, Luís Gustavo afirmou que a realização de uma checagem prévia dos equipamentos poderia ter evitado a morte da jovem.
A defesa de Eveline dos Santos Gonçalves informou que discorda do indiciamento e que se manifestará sobre o caso em momento oportuno.