Carlos Adrian Manccini Piriz, uruguaio de 36 anos, morreu após ser baleado por engano durante o Réveillon em Guarujá, na Baixada Santista. O crime ocorreu na madrugada de 1º de janeiro, na Praia da Enseada, e causou comoção entre turistas e moradores que celebravam a chegada de 2026. Mesmo socorrido, Piriz não resistiu aos ferimentos.
Empresário, ele morava no Brasil e costumava expor nas redes sociais uma rotina marcada por luxo e ostentação. Conforme apurado pelo VTV News, o homem publicava fotos em restaurantes sofisticados, viagens frequentes e momentos de lazer. Ele também costumava aparecer usando joias, como correntes e anéis chamativos.
O uruguaio ainda exibia um carro BMW, descrito por ele como uma conquista pessoal. Em uma publicação feita em 2025, escreveu sobre disciplina, visão e coragem no empreendedorismo. Segundo ele, o padrão de vida atual parecia inalcançável no passado. As mensagens eram acompanhadas de frases motivacionais (veja fotos a seguir).

Vida de luxo
Carlos mantinha uma loja online voltada à venda de camisas de futebol e itens de grife. Entre os produtos anunciados estavam bolsas, sapatos, carteiras e óculos. Em abril de 2025, ele abriu uma microempresa registrada no Rio Grande do Sul, com atuação feita principalmente pela internet. Vídeos e fotos mostravam refeições em locais badalados e viagens.
Entretanto, apesar da imagem de prosperidade, Carlos já havia enfrentado problemas com a Justiça. Em 2023, o Governo do Uruguai pediu sua prisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido tinha como objetivo a extradição do empresário para responder a acusações em seu país. O STF autorizou a medida posteriormente.
Segundo o processo, Carlos foi acusado de aplicar cerca de 35 golpes pela internet. As vítimas compravam produtos, mas não recebiam as mercadorias após o pagamento. O prejuízo estimado ultrapassava 300 mil pesos uruguaios, cerca de R$ 40 mil. Em 2024, a extradição foi autorizada, mas não confirmada.

Morte no Réveillon
Conforme noticiado anteriormente, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirma que a morte não teve relação com os processos judiciais. De acordo com a versão oficial, o turista foi atingido durante uma ação envolvendo um policial à paisana. O agente teria reagido a uma tentativa de assalto na orla da praia. Houve disparos e os suspeitos fugiram.
A família da vítima e uma testemunha contestam essa versão e negam que tenha havido troca de tiros, afirmando que o suspeito não estaria armado no momento da abordagem. A arma do policial foi apreendida para perícia. O caso segue em investigação pela Polícia Civil para esclarecer todas as circunstâncias.