O tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual, será julgado pela Justiça comum. A decisão foi tomada nesta terça-feira (28) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O policial é acusado do assassinato da PM, Gisele Alves Santana, de 32 anos.
Reynaldo Soares, ministro do STJ, entendeu que a 5ª Vara do Júri Paulista tem competência para processar e julgar o caso, aceitando o argumento da defesa de Gisele de que o crime não teve natureza militar.
A análise ocorreu devido à provocação feita pela Promotoria de Justiça Militar, que identificou um possível conflito de competência.
O advogado José Miguel da Silva Júnior, representante da família de Gisele, anunciou a decisão no instagram. Assista:
Tenente-coronel será julgado por civis
Com a decisão do STJ, Geraldo Neto será julgado pelo Tribunal do Júri, onde sete cidadãos comuns são selecionados de forma aleatória e decidem, após escutar defesa e acusação, se o acusado deve ser condenado ou absolvido. A fase inicial do processo, que é a de instrução, tem prazo de 90 dias.
Relembre o caso
Geraldo Neto foi preso em 18 de março, acusado de matar a esposa, Gisele Santana, de 32 anos.
A policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro.
Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. No entanto, a análise de laudos periciais, depoimentos e dados de dispositivos eletrônicos levou a investigação a outra linha, o feminicídio.
Entre os pontos que chamaram a atenção dos investigadores estão contradições no depoimento do tenente-coronel, indícios de possível manipulação da cena do crime e sinais de violência anterior à morte da vítima.
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