Um homem de 26 anos foi preso nesta terça-feira (14) suspeito de atear fogo em uma loja de produtos para fotografia no Centro de Campinas (SP). O incêndio aconteceu na madrugada de segunda-feira (13), na Rua Doutor Quirino, e destruiu o estabelecimento, que tinha cerca de 450 metros quadrados. Segundo a Polícia Civil, o investigado foi identificado após análise das imagens de câmeras de segurança, depoimentos e outras diligências realizadas durante a apuração. Ele era ex-funcionário da empresa.
Polícia identifica suspeito após análise de imagens
As imagens de segurança mostram o momento em que o homem chega ao local em uma motocicleta, desce do veículo e se aproxima da fachada da loja. Ele aparece usando uma balaclava para esconder o rosto e, em seguida, quebra a vitrine e arremessa um objeto para dentro do imóvel. Pouco depois, as chamas começam a se espalhar pelo estabelecimento.
Após o incêndio, o suspeito deixou o local. O Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou equipes para combater o fogo. Durante a ocorrência, parte da estrutura do imóvel desabou e os trabalhos de rescaldo continuaram durante a manhã seguinte.
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Investigação levou à prisão do ex-funcionário
Após a perícia realizada no local, a Polícia Civil iniciou a investigação e reuniu informações a partir de depoimentos e provas coletadas. Os dados foram compartilhados com o setor de inteligência da Guarda Municipal, que auxiliou na apuração.
Com a identificação do suspeito, a Polícia Civil solicitou a prisão dele. A Justiça autorizou o mandado e os agentes localizaram o homem durante patrulhamento próximo à residência dele.
Segundo a investigação, o suspeito foi preso e encaminhado ao 10º Distrito Policial de Campinas, onde o caso foi registrado como captura de procurado. Ele permanece à disposição da Justiça.
Moto e objetos usados no crime são apreendidos
Durante a prisão, os policiais apreenderam a motocicleta utilizada no dia do incêndio, além das roupas que teriam sido usadas durante a ação e um aparelho celular. Os materiais passarão por perícia para auxiliar na investigação.
A Polícia Civil continua apurando a motivação do crime.
Empresário estimou prejuízo de R$ 4 milhões
Antes da prisão do suspeito, o proprietário da loja, Carlos Ivan Peligrinelli Junior, havia informado que o incêndio causou um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 4 milhões. Segundo ele, o estabelecimento não possuía seguro.
O empresário afirmou que foi avisado pelo sistema de monitoramento e por pessoas próximas, mas quando chegou ao local o fogo já havia destruído grande parte do imóvel.