O pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado criticou duramente o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro diante do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.
Após as recentes trocas de farpas entre o petista e o senador, Caiado publicou um vídeo nas redes sociais criticando abertamente o posicionamento de ambos os concorrentes ao Planalto nas eleições deste ano.
“Quero registrar aqui a minha indignação. O tarifaço foi confirmado neste momento: 25% tarifando mais de quatro mil produtos brasileiros. Isso é uma penalização direta a quem trabalha e a quem produz no Brasil”, declarou Caiado.
No vídeo, o ex-governador de Goiás criticou as posturas de Lula e de Flávio Bolsonaro, apontando que, enquanto um “faz piada com a dentadura de Trump”, o outro “pede que a tarifa seja adiada para depois das eleições”.
Segundo Caiado, ambos os adversários políticos estão focados exclusivamente em suas campanhas eleitorais, deixando de lado a defesa do País.
Na rede social X (antigo Twitter), o pré-candidato enfatizou que as novas tarifas alfandegárias vão “destruir quem alimenta o Brasil”.
“O tarifaço vai destruir quem alimenta o Brasil. Ninguém fala sobre isso. China taxa nossa carne em 55%. UE vetou a carne brasileira. EUA vão taxar em 25%. Três ataques ao agro e zero resposta do governo, só cuidados paliativos”, protestou.
Cenário das pesquisas eleitorais
Embora Caiado tente se consolidar como uma terceira via diante da polarização, as pesquisas eleitorais mostram um cenário desafiador. Na maioria dos levantamentos, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem na liderança.
De acordo com a pesquisa Meio/Ideia divulgada no dia 8 de julho, Lula lidera com 40,4% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 32%. Já Ronaldo Caiado aparece distante na disputa, com apenas 4%.
Bastidores de uma pré-campanha conturbada
Os embates públicos entre Lula e integrantes da família Bolsonaro vêm se desenrolando desde janeiro. O capítulo mais recente dessa disputa envolveu viagens consecutivas aos Estados Unidos: primeiro, o encontro de Lula com o presidente americano Donald Trump; na semana seguinte, a recepção de Flávio Bolsonaro em solo americano.
As agendas nos EUA geraram forte repercussão interna, especialmente em um momento de tensões diplomáticas e comerciais. Recentemente, o governo americano adotou medidas severas que afetam o Brasil, como a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais e, agora, a taxação sobre os produtos brasileiros.
Apesar de ter feito elogios públicos a ambos os políticos brasileiros em ocasiões distintas, Trump ainda não declarou apoio oficial a Lula ou a Flávio Bolsonaro para o pleito que ocorre em outubro.