Entre as propostas dos candidatos à Presidencia da República, a educação costuma ser um tema amplamente debatido.
A poucos dias do segundo turno das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam propostas distintas.
Enquanto o presidente e candidato à reeleição, Lula, define a educação como o principal ferramenta de transformação social, Flávio Bolsonaro quer inserir o tema no fortalecimento das famílias e do mercado de trabalho.
Visões distintas
Para Lula, a educação é um “pacto inegociável com o futuro, um investimento essencial para o desenvolvimento sustentável, inclusivo e soberano do Brasil”.
Suas diretrizes incluem a construção de creches, a ampliação da formação e valorização docente, o aumento de matrículas em tempo integral e o aprimoramento de programas como o Pé-de-Meia.
Já Flávio Bolsonaro insere suas propostas no eixo “Brasil que prepara – para sua família ter as ferramentas para vencer”. O candidato coloca as famílias no centro das políticas públicas e defende “uma escola que ensina, e não que doutrina, respeitando os valores que os pais passam em casa”.
Entre os destaques do seu plano estão a reformulação do ensino técnico para aproximar escolas de empresas, a expansão das escolas cívico-militares, a transferência do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a criação do voucher-creche.
Principais propostas por área
Creches e educação infantil
- Flávio Bolsonaro: Quer ampliar a oferta de vagas em período integral com alimentação de qualidade. Caso não haja vagas na rede pública, será oferecido o voucher-creche para financiar o acesso à rede privada credenciada (o plano não detalha a origem dos recursos para financiar a medida).
- Lula: Planeja dar continuidade à construção de 3.562 creches e pré-escolas em 2.360 municípios via Novo PAC, com mais repasses a estados e municípios. Reitera também a retomada de obras paralisadas em gestões anteriores, incluindo creches, escolas e quadras esportivas.
Financiamento e repasses de verbas
- Flávio Bolsonaro: Os repasses de verbas orçamentárias a estados e municípios estarão condicionados ao cumprimento de metas de aprendizagem e resultados.
- Lula: Manterá a política de reajuste do Piso Nacional do Magistério, que serve como referência obrigatória para o vencimento-base inicial dos professores, calculado com base na Lei 15.437/26.
Aprendizagem, reforço e inclusão
- Flávio Bolsonaro: Propõe a criação do Programa Acolher, no qual estudantes com bom desempenho recebem remuneração para oferecer reforço escolar aos colegas com dificuldades. O candidato promete ainda aplicar efetivamente a política nacional de atendimento a alunos com altas habilidades.
- Lula: Pretende instituir uma estratégia nacional permanente de recomposição e aceleração das aprendizagens, focando nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e no ensino médio. Promete também ampliar o acervo da biblioteca digital MEC Livros e incluir novos idiomas na plataforma gratuita MEC Idiomas.




