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Defesas de Bolsonaro e aliados têm até hoje para apresentar alegações finais no STF

Concluído esse estágio, caberá ao relator do caso, ministro do STF Alexandre de Moraes, declarar o encerramento da fase de instrução.
STF retoma julgamentos do novo núcleo (Foto: Antonio Augusto/STF)

As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais seis réus têm até o fim desta quarta-feira (13) para entregar ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A entrega marca a última manifestação formal das partes antes do julgamento.

O prazo, de 15 dias, começou a contar a partir da apresentação das alegações finais do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do caso. Como prevê o rito penal, os réus não colaboradores têm o direito de se pronunciar por último.

Concluído esse estágio, caberá ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, declarar o encerramento da fase de instrução. A partir disso, o processo poderá ser pautado para julgamento pela Primeira Turma do STF, colegiado composto por cinco ministros: Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Expectativa é de julgamento até setembro

Embora ainda não haja data definida para o julgamento, há expectativa dentro da Corte para que a análise da ação ocorra até o fim de setembro. O processo envolve integrantes do chamado “núcleo 1” do suposto complô — grupo composto por militares e civis do alto escalão do governo Bolsonaro, apontados como idealizadores da trama golpista.

  • Entre os réus estão:
  • Jair Bolsonaro (capitão reformado e ex-presidente da República);
  • Alexandre Ramagem (delegado da PF e deputado federal), ex-diretor da Abin;
  • Anderson Torres (delegado da PF), ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno (general), ex-chefe do GSI;
  • Paulo Sérgio Nogueira (general), ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto (general), ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente;
  • Almir Garnier (almirante), ex-comandante da Marinha.

Mauro Cid, também denunciado, firmou acordo de colaboração premiada e já apresentou sua versão dos fatos.

Crimes e penas previstas

Os réus respondem por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio público tombado.

Em caso de condenação, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão. Ainda assim, uma eventual ordem de prisão não deve ser automática. A legislação prevê possibilidade de recurso por parte das defesas. Além disso, por prerrogativa legal, militares das Forças Armadas e delegados da Polícia Federal têm direito à prisão especial, conforme determina o Código de Processo Penal.

Possibilidade de novos requerimentos

Mesmo após a entrega das alegações finais, os advogados ainda poderão apresentar requerimentos ou pedidos de reabertura da instrução, caso surjam novos elementos. Até que o relator libere o processo, caberá ao ministro Zanin, como presidente da Segunda Turma, agendar o julgamento.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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