A Avenida Paulista foi palco de nova manifestação da direita neste domingo, 7 de setembro, dia da Independência do Brasil. As pautas foram voltadas à anistia dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato ocorreu às vésperas da retomada do julgamento que analisa o envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus na tentativa de golpe de Estado.
Com o lema “Reaja, Brasil”, o protesto contou com a articulação do pastor Silas Malafaia e teve a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), do governador mineiro Romeu Zema (Novo), entre outros aliados do ex-presidente. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de ato paralelo em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Anistia e pressão sobre o STF dominam a pauta
A mobilização ocorre em meio ao julgamento da Ação Penal 2.668, no STF, que será retomado na terça-feira (9). O processo julga a suposta tentativa de subversão da ordem democrática, orquestrada por aliados de Bolsonaro após sua derrota nas eleições de 2022. A pauta da manifestação inclui críticas à proposta de “anistia light” que tramita no Congresso e que, segundo seus opositores, deixaria de fora Bolsonaro e outros líderes.
O ex-desembargador Sebastião Coelho, um dos porta-vozes do movimento, declarou que a intenção é pressionar os parlamentares a incluir todos os envolvidos na medida. Já Flávio Bolsonaro classificou a manifestação como “grito de liberdade” contra o que considera “perseguição política” ao ex-presidente.
Esta foi a segunda manifestação nacional da direita sem a presença física de Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.
A mobilização anterior, em fevereiro, reuniu 37,6 mil pessoas na Avenida Paulista, conforme medição do Monitor do Debate Público no Meio Digital da Universidade de São Paulo (USP).