A conta oficial em português do Departamento de Estado dos EUA publicou um vídeo na rede social X (antigo Twitter), nesta terça-feira (21), defendendo a classificação de cartéis do narcotráfico como “organizações terroristas estrangeiras”.
Segundo a porta-voz da pasta, Amanda Roberson, a medida vai além do simbolismo. No vídeo, ela afirma que a designação é “uma ferramenta poderosa que bloqueia seus ativos, proíbe pessoas sujeitas à justiça dos Estados Unidos de realizar negócios com eles e tipifica como crime o ato de lhes prestar apoio”.
“Os Estados Unidos não toleram o crime transnacional violento. Incentivamos nossos parceiros em todo o mundo a adotar medidas semelhantes. Ao designar os cartéis como organizações terroristas salvaguardamos nossas comunidades, apoiamos o comércio legitimo e fortalecemos a segurança do hemisfério”, diz em vídeo.
A Administração Trump está combatendoo narcotráfico de drogas letais ao designar os cartéis como as organizações terroristas que são.
— USA em Português (@USAemPortugues) April 21, 2026
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Contexto e impacto no Brasil
A publicação ocorre em um momento de atenção para a segurança pública brasileira. Na segunda-feira (20), o jornal Wall Street Journal publicou uma análise comparando o Primeiro Comando da Capital (PCC) à máfia italiana, descrevendo sua estrutura como um modelo operacional eficiente e comparável ao de grandes multinacionais.
A movimentação digital do Departamento de Estado reforça rumores que circulam desde março. Informações de que o governo de Donald Trump poderia classificar formalmente o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras já acenderam um alerta no governo federal brasileiro.
Projeto MIT
O Governo Federal formalizou no começo de abril, a Cooperação Mútua entre a Receita Federal do Brasil (RFB) e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos, com foco no enfrentamento ao crime transnacional.
Denominada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), a iniciativa visa integrar esforços de inteligência e promover operações conjuntas para monitorar e interceptar o tráfico ilegal de armas e entorpecentes entre os países.
Leia a matéria completa: Brasil e EUA fecham cooperação contra crime transnacional; veja como funcionará