O projeto “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil” conta com apoio de US$ 1 milhão do governo dos Estados Unidos e financia grupos brasileiros que se opõem a medidas do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações do jornal The Guardian.
O valor, segundo o veículo, seria destinado a organizações que se opõem ao que consideram “abuso de poder judicial e censura” por parte do STF.
O montante integra um pacote de US$ 175 milhões, cerca de R$ 918 milhões, vinculado ao principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado dos Estados Unidos. De acordo com o jornal, além do Brasil, os recursos seriam direcionados a projetos em outras partes do mundo.
Outras medidas relacionadas ao STF incluem:
- Sanção: o governo dos Estados Unidos sancionou o ministro Alexandre de Moraes em julho de 2025, com base na Lei Magnitsky.
- Justificativa: Isto ocorreu pela atuação de Moraes na supervisão do julgamento que levou à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, após a derrota nas eleições de 2022.
Em entrevista à CNN, Lula afirmou estar “muito preocupado” com uma possível interferência de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, nas eleições do Brasil.
Importância das eleições
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que considera a eleição brasileira “muito importante” e disse acompanhar o processo eleitoral de perto. A declaração foi dada a jornalistas na saída da Casa Branca, quando Trump também destacou a importância do Brasil e afirmou que os brasileiros são “fantásticos”.
A fala de Trump ocorre após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter feito, na segunda-feira (28), um apelo ao presidente americano, durante um evento de campanha em Belém, para que não interfira nas eleições brasileiras.
O tema também aparece em uma apuração da agência Reuters. Segundo a agência, integrantes da Agência Brasileira de Inteligência teriam alertado autoridades da França e da Alemanha sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos e da Rússia. De acordo com os relatos, a atuação americana poderia incluir desde ações judiciais até uma interferência “abertamente reconhecida”.




