O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de inquérito para investigar o deputado federal Adail Filho (MDB-AM) por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão ocorreu após a Polícia Federal apontar indícios de ligação do parlamentar com a apreensão de R$ 1,2 milhão em espécie no aeroporto de Brasília.
Apreensão deu origem à investigação
A Polícia Federal encontrou o dinheiro em maio do ano passado com três empresários do Amazonas. Segundo os investigadores, o grupo mantinha relações comerciais com contratos firmados junto à Prefeitura de Coari.
Além disso, o município é administrado por Adail Pinheiro, pai do deputado. Por isso, a apuração passou a considerar a possível conexão entre os envolvidos.
Indícios de irregularidades em contratos públicos
De acordo com a investigação, empresas ligadas aos empresários firmaram contratos com a prefeitura. Nesse contexto, os investigadores analisam possíveis fraudes em processos licitatórios.
Ao mesmo tempo, a Polícia Federal apura se houve desvio ou uso irregular de recursos públicos. Outro ponto relevante envolve o envio de verbas federais ao município por meio de emendas parlamentares indicadas por Adail Filho.
Assim, os investigadores avaliam se esses recursos têm relação com o dinheiro apreendido.
Apuração avança no Supremo
Com a autorização do Supremo, a investigação entra em nova fase. Agora, os órgãos responsáveis devem analisar movimentações financeiras, contratos e a origem dos valores encontrados.
Além disso, o inquérito pode incluir novas diligências, como coleta de documentos e oitivas de envolvidos. Até o momento, o deputado não se pronunciou publicamente sobre o caso.