Com a aproximação do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4), foi cancelado o encontro entre os candidatos à Presidência da República promovido pela TV Globo. Diante do cancelamento, o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), celebrou o acontecimento durante participação no podcast Flow, realizado no mesmo horário em que o evento estava previsto.
Durante a conversa com o apresentador, o candidato do PT ironizou a situação e afirmou que prefere participar desse tipo de programa a comparecer à Globo. Lula também mencionou os debates dos quais participou anteriormente na emissora e disse não acreditar que uma nova participação acrescentaria ao processo eleitoral.
“Você não pode pegar uma pessoa que tem 49% e levar para disputar com uma pessoa que está começando e tem 1%”, comentou Lula (PT).
A declaração também foi acompanhada de uma avaliação positiva nos bastidores da campanha. Aliados de Lula consideraram que o desfecho do episódio reforçou a decisão do presidente de participar do programa.
Flávio Bolsonaro
Já Flávio Bolsonaro (PL), que também não compareceu ao evento, afirmou que Lula, seu principal adversário na disputa, teria recorrido a aliados no Judiciário para que acontecesse uma suposta interferência política na programação da emissora.
“Lula só não vai ao debate como ele usa seus amigos do Judiciário para impor a censura ao debate da Globo”, declarou.
Na avaliação de Flávio, o episódio foi “triste e revoltante”. O candidato aproveitou ainda a ocasião para convocar os eleitores a comparecerem às urnas no domingo.
Do outro lado, aliados de Lula avaliaram de forma positiva a ausência de Flávio no encontro da Globo.
O que aconteceu?
A TV Globo cancelou o encontro entre os candidatos à Presidência da República que estava previsto para a noite desta quinta-feira (1º). A decisão ocorreu após a emissora receber, pouco antes do programa, duas determinações judiciais relacionadas às participações de Lula (PT) e Renan Santos (Missão).
Uma das decisões foi proferida pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pedido da coligação de Lula. A determinação impediu a emissora de manter no cenário o púlpito reservado ao candidato com seu nome e também proibiu que os demais concorrentes fizessem perguntas destinadas a Lula em caso de ausência.
A segunda decisão veio do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a um pedido do partido Solidariedade. Na determinação, o ministro estabeleceu que Renan Santos deveria ser incluído no encontro, embora o Missão tivesse apenas um parlamentar no Congresso. A regra definida pela Globo para a participação no programa exigia que os candidatos fossem de partidos com, no mínimo, cinco parlamentares.





