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PL da misoginia enfrenta resistência e votação deve ficar para setembro

Proposta que prevê incluir a misoginia entre os crimes da Lei do Racismo não deve ser analisada nesta semana de esforço concentrado da Câmara
PL da misoginia enfrenta resistência e votação deve ficar para setembro, com fachada de prédio ao fundo e céu parcialmente nublado.

A proposta que pretende incluir a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo deve ficar fora da pauta da Câmara dos Deputados nesta semana. A falta de consenso entre as lideranças parlamentares é o principal obstáculo para que o projeto avance ao plenário. A expectativa é que as articulações sejam retomadas durante o próximo esforço concentrado, previsto para ocorrer entre 31 de agosto e 3 de setembro.

Parlamentares pressionam pela votação

Deputados favoráveis ao projeto têm defendido que o texto seja levado ao plenário mesmo sem um acordo que assegure sua aprovação. O grupo também pressiona o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que a proposta seja incluída na pauta.

A avaliação dos parlamentares que apoiam a medida é de que o projeto deve ser submetido à análise do plenário independentemente do resultado que possa ser obtido durante a votação.

A proposta enfrenta resistência principalmente entre integrantes das bancadas católica e evangélica. A oposição ao texto também envolve parlamentares do Centrão, dificultando a formação de uma maioria necessária para a votação.

Governo pretende ampliar apoio ao projeto

A articulação em torno da proposta deve continuar nas próximas semanas. O Ministério das Mulheres, sob comando da ministra Márcia Lopes, pretende promover reuniões com integrantes do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio e com gestores estaduais envolvidos na iniciativa.

O objetivo é reforçar a defesa da votação do projeto e ampliar o apoio entre os deputados. Também estão previstas conversas diretamente com integrantes das bancadas parlamentares para tentar diminuir as resistências ao texto.

Projeto já pode ser analisado diretamente pelo plenário

O projeto já teve o regime de urgência aprovado pela Câmara dos Deputados. Com isso, a proposta pode ser analisada diretamente pelo plenário, sem a necessidade de passar por todas as etapas de tramitação nas comissões.

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) é a relatora da matéria. Caso seja incluída na pauta, caberá ao plenário da Câmara discutir e votar o texto.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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